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TOULOUSE

                                           Estava na fase como ele dizia de “OMO”, branco total, não tinha nenhuma ideia no momento para escrever. Da cama começou a rir, tinha um processo todo pessoal para isso, se levantou, daqui a pouco tinha que ir para a universidade, dava classe de literatura comparada, de espanhol, inglês, francês, era considerado um dos poucos especializados nas três. Adorava comparar os grandes mestres das três línguas, no fundo era relativamente fácil, tinha tido isso de bandeja desde criança, pois sua mãe tinha sido professora das três na universidade de Toulouse. Seu pai em contrapartida, a muito tempo não sabia dele, como dizia sua mãe, era um cu inquieto, nunca parava muito tempo em lugar nenhum, para um homem de seu tempo, tinha sido moderno demais dizia ela. Nunca tinham se casado, ele levava só o nome da mãe, mas ninguém podia dizer n...

HAPPY GROOVE

                                              Odiava seu nome, coisas de seu velho, como ele explicava, mas quando se apresentava no trabalho, dizia simplesmente Groove. Normalmente Happy era nome de mulher, por isso, escondia. Acabava de vir do enterro de sua mãe, essa tinha vivido bastante, para quem sempre tinha um câncer, talvez como dizia seu irmão, o fato dela ser otimista, ajudava a se curar sempre, mas acabou morrendo do coração. A muitos anos ela vivia com seu irmão menor, professor da universidade de NYC, este nunca saiu de casa, todos os dois tinham estudado com bolsas de estudos, pois o dinheiro que seu pai vinha guardando para irem à universidade se esfumou com a doença de sua mãe. Primeiro ela ficou furiosa, quando ele começou a gastar esse dinheiro,...

OBSESSION

                                                  Fui criado no meio de pessoas complicadas, de um lado minha mãe, que tinha obsessão a ser famosa a qualquer custo, vendia sua vida a qualquer um que divulgasse, nunca foi famosa por méritos próprios. Uma vez vi uma entrevista com ela, devia ter uns doze anos, entrei num bar com meu pai, lá estava ela na televisão em NYC, segundo ele falando mentiras. Quando perguntaram por mim, ela mudou a postura que estava sentada, bem como respondeu uma pergunta anterior, o sujeito insistiu, ela soltou na maior, creio que te enganas, não tenho filhos. Meu pai ficou uma fera, telefonou em seguida para ela, lhe disse na cara, que a pensão que lhe pagava, se acabava, preferia guardar para meu futuro. Foi imediat...