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BRÁS DE PINA

                                            Pai Agenor de Brás de Pina, acordou assustado, quem lhe despertava era seu Exu Bara, falou em sua cabeça o que tinha acontecido. Ele se levantou, jogou água na cara, para despertar de vez, colocou sua roupa branca, acompanhou o mesmo, a casa dos Exus, lá estava deitado no chão, o garoto, adorava aquela criança, pois era um dos poucos meninos ali da favela, que lhe diziam bom dia, quando chegava da cidade. Sua mãe, essa era um caso sério, antiga rainha da bateria da Imperatriz Leopoldinense, uma mulata clara, que na época do carnaval, fazia tudo para ficar mais morena, para assim dizerem que era uma verdadeira mulata, alta, magra, umas pernas fantásticas, cabelos crespos, sempre pintados de loiro, tinha ido para a Europa, com outras sambistas, como diziam iam para ganhar dinheiro, enganar algum gringo tonto, algumas se casavam p...

FULANI - BOROBO

                  Voltava do enterro de seu pai, de sua mãe, além de seu avô, ela tinha atirado nos dois, além de escrever nas costas, na camisa de meu pai, “NÈGRE”, o que era muito estranho, pois o pai era moreno, ele sim era mais escuro que seu pai, com os cabelos muito crespos, olhos negros também, mas nisso se parecia seu avô. Nada fazia sentido, tudo que podia dizer a polícia era que ela ultimamente andava muito estranha, achava mesmo que desequilibrada, gritava, saia com um grupo de mulheres da sinagoga que ele não entendia, a maioria eram viúvas, ia a casinos no Champs-Élysées, tudo muito estranho, voltava irritada, nem se aproximava dele, aliás isso tinha sido desde criança, quem cuidava dele, ou era seu avô ou seu pai. O apartamento imenso era de seu avô, seu pai trabalhava para ele, depois ficou com o escritório, que dirigia com seu melhor amigo desde criança Nelson, esse não era ao contrário de meu pai Judeu, mas se davam b...

MORRO DE SANTA MARTA

                                              Era aonde morava com sua avô, na verdade era ela que chamava esse lugar assim já estava quase no alto do Morro de Santa Marta, para não dizer favela. Ele sempre saia por cima, era militar, da polícia Militar, tinha estado fora do Pais anos, sendo polícia militar da ONU, devia isso ao seu padrinho, segundo alguns um homem poderoso, dentro dos comandos militares. Por isso tinha subido, agora estava trabalhando com a polícia Militar no Aeroporto do Galeão, esperando que o chamassem para outro lugar. Tinha estado no Haiti, em vários lugares da Africa, enfim, não podia se lamuriar. Vinha economizando dinheiro a anos, para comprar um apartamento para levar sua avô que o tinha criado desde um bebê. Ele era a típica história que acontecem todos os dias. Um dia apareceu na sua porta, um dos traficantes, trazia uma garota,...