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KARL MANDESEN

                                                 Seu nome era Karl, imagina com esse nome, além de ser loiro, de olhos azuis, muito branco, alto, forte, já de criança trabalhava, ajudando a mãe no que podia. Ela era uma mulher de armas a tomar, como se dizia, tinha vindo de Recife para o Rio, com ele na barriga, a família a tinha colocado para fora de casa, pois tinha ficado gravida do filho de uma patroa. Ela era filha de descendentes de alemães, que tinham emigrado depois da guerra, para o Brasil, precisamente Recife. Ele nasceu ali, aonde ela arrumou um lugar para ficar, com o pouco dinheiro que tinha, foi ajudada sim pela mãe de Santo do lugar. Era na favela Pavão, Pavãozinho, viviam no mais alto, ela logo arrumou emprego, para trabalhar em muit...

BRÁS DE PINA

                                            Pai Agenor de Brás de Pina, acordou assustado, quem lhe despertava era seu Exu Bara, falou em sua cabeça o que tinha acontecido. Ele se levantou, jogou água na cara, para despertar de vez, colocou sua roupa branca, acompanhou o mesmo, a casa dos Exus, lá estava deitado no chão, o garoto, adorava aquela criança, pois era um dos poucos meninos ali da favela, que lhe diziam bom dia, quando chegava da cidade. Sua mãe, essa era um caso sério, antiga rainha da bateria da Imperatriz Leopoldinense, uma mulata clara, que na época do carnaval, fazia tudo para ficar mais morena, para assim dizerem que era uma verdadeira mulata, alta, magra, umas pernas fantásticas, cabelos crespos, sempre pintados de loiro, tinha ido para a Europa, com outras sambistas, como diziam iam para ganhar dinheiro, enganar algum gringo tonto, algumas se casavam p...

FULANI - BOROBO

                  Voltava do enterro de seu pai, de sua mãe, além de seu avô, ela tinha atirado nos dois, além de escrever nas costas, na camisa de meu pai, “NÈGRE”, o que era muito estranho, pois o pai era moreno, ele sim era mais escuro que seu pai, com os cabelos muito crespos, olhos negros também, mas nisso se parecia seu avô. Nada fazia sentido, tudo que podia dizer a polícia era que ela ultimamente andava muito estranha, achava mesmo que desequilibrada, gritava, saia com um grupo de mulheres da sinagoga que ele não entendia, a maioria eram viúvas, ia a casinos no Champs-Élysées, tudo muito estranho, voltava irritada, nem se aproximava dele, aliás isso tinha sido desde criança, quem cuidava dele, ou era seu avô ou seu pai. O apartamento imenso era de seu avô, seu pai trabalhava para ele, depois ficou com o escritório, que dirigia com seu melhor amigo desde criança Nelson, esse não era ao contrário de meu pai Judeu, mas se davam b...