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PETTY - SEM IMPORTÂNCIA

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                                Roland Bojardin, escutava a lenga, lenga do advogado que lia o testamento de seu avô, um velho artista de Hollywood, nos últimos anos fazia uma série de televisão em Londres, justamente na BBC, papel de um velho detective, mas cheio de manhas para encontrar o culpado. A anos atrás tinha roubado um Rover, que ele adorava, o tinha ensinado a conduzir nele. Levou um cutucão de seu pai, pois não estava prestando atenção, na verdade não esperava nada do velho, apesar de ser o único neto que o visitava, adorava seus papos, que os outros achavam um saco, pois falava sem parar nas suas glorias passadas. Ele como estudava literatura, corria para casa, isso desde garoto, anotava tudo, pois sabia que na vez seguinte ele contaria a mesma história de um ângulo diferente. A primeira vez que se atreveu a verbalizar isso, argumentou com ele, que da vez anterior, o caso era enfocad...

HOMONYME

                                               Nas reuniões de família, cada vez mais difícil, pois cada um vive num lugar diferente, creio mesmo que tentaram escapar de qualquer jeito de Paris, para não aguentar nossos pais. Eu sou o terceiro, fui sorteado, na época meu pai adorava Delacroix, dava aulas sobre ele na École de Beaux Arts de Paris, me colocou o nome de Delacroix Saint-Pierre, meu irmão mais velho lhe tocou Rodin Saint-Pierre, de Auguste Rodin, minha irmã foi minha mãe que escolheu o nome Claude, de Camille Claudel, ou seja, basicamente éramos homônimos dos grandes pintores, escultores. Não sei o que pensavam, de Claude, ela fazia na Alliance uma peça de teatro, em cima do personagem de Camille Claudel, estava gravida, mas enganava bem. Acho que p...