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FULANI - BOROBO

                  Voltava do enterro de seu pai, de sua mãe, além de seu avô, ela tinha atirado nos dois, além de escrever nas costas, na camisa de meu pai, “NÈGRE”, o que era muito estranho, pois o pai era moreno, ele sim era mais escuro que seu pai, com os cabelos muito crespos, olhos negros também, mas nisso se parecia seu avô. Nada fazia sentido, tudo que podia dizer a polícia era que ela ultimamente andava muito estranha, achava mesmo que desequilibrada, gritava, saia com um grupo de mulheres da sinagoga que ele não entendia, a maioria eram viúvas, ia a casinos no Champs-Élysées, tudo muito estranho, voltava irritada, nem se aproximava dele, aliás isso tinha sido desde criança, quem cuidava dele, ou era seu avô ou seu pai. O apartamento imenso era de seu avô, seu pai trabalhava para ele, depois ficou com o escritório, que dirigia com seu melhor amigo desde criança Nelson, esse não era ao contrário de meu pai Judeu, mas se davam b...

MORRO DE SANTA MARTA

                                              Era aonde morava com sua avô, na verdade era ela que chamava esse lugar assim já estava quase no alto do Morro de Santa Marta, para não dizer favela. Ele sempre saia por cima, era militar, da polícia Militar, tinha estado fora do Pais anos, sendo polícia militar da ONU, devia isso ao seu padrinho, segundo alguns um homem poderoso, dentro dos comandos militares. Por isso tinha subido, agora estava trabalhando com a polícia Militar no Aeroporto do Galeão, esperando que o chamassem para outro lugar. Tinha estado no Haiti, em vários lugares da Africa, enfim, não podia se lamuriar. Vinha economizando dinheiro a anos, para comprar um apartamento para levar sua avô que o tinha criado desde um bebê. Ele era a típica história que acontecem todos os dias. Um dia apareceu na sua porta, um dos traficantes, trazia uma garota,...

PALAVRAS

                                           Desde quando sorrir é ser feliz? Tinha despertado com essa música na cabeça, vestiu um short esportivo, camiseta, tênis, colocou um fone de ouvidos, saiu de casa, se é que podia chamar de casa esse apartamento velho na Ilha do Governador, mas era o mais perto que tinha encontrado do trabalho, estava como polícia Federal no Aeroporto do Galeão, do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, estava com mau humor, no dia anterior tinha falado com seu superior, afinal estava a quase um ano ali, queria voltar ao serviço que fazia antes, que tampouco era uma maravilha, mas ficar todo o dia prisioneiro no aeroporto, observando as pessoas, ou atrás de uma tela de computador, que vigiava as pessoas que andavam pela parte de embarque. O mesmo elogiou que ele e...