MAURYTANIUS
Sem saber por que, se lembrou que na época que entrou para a École de Commerce de Paris, tinha parado do outro lado da rua, fechou os olhos, sentiu o cheiro que nada tinha que ver com a que ia na Mauritânia, a de lá cheirava a datiles, pois ao lado do edifício de adobe, tinha muitos, a garotada se divertia subindo nas palmeira para buscar os mesmo. Ele era um desse, adorava isso, se sentia livre, agora pensava, fui feliz um dia, nunca poderia esquecer de sua pátria pequena, como dizia sua mãe. Era filho de uma berbere, com um francês, nunca poderia entender, porque o pai o tinha trazido desde lá, para Paris. Sua mãe chegou a Paris, coberta como andava por lá, com sua melhor roupa tradicional, levou um susto, como seu pai era um homem que falar, não era seu negócio, ficou assustada, imaginando como faria agora para viver. Ele ao contrário...