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MAURYTANIUS

                                        Sem saber por que, se lembrou que na época que entrou para a École de Commerce de Paris, tinha parado do outro lado da rua, fechou os olhos, sentiu o cheiro que nada tinha que ver com a que ia na Mauritânia, a de lá cheirava a datiles, pois ao lado do edifício de adobe, tinha muitos, a garotada se divertia subindo nas palmeira para buscar os mesmo. Ele era um desse, adorava isso, se sentia livre, agora pensava, fui feliz um dia, nunca poderia esquecer de sua pátria pequena, como dizia sua mãe. Era filho de uma berbere, com um francês, nunca poderia entender, porque o pai o tinha trazido desde lá, para Paris. Sua mãe chegou a Paris, coberta como andava por lá, com sua melhor roupa tradicional, levou um susto, como seu pai era um homem que falar, não era seu negócio, ficou assustada, imaginando como faria agora para viver. Ele ao contrário...

TOULOUSE

                                           Estava na fase como ele dizia de “OMO”, branco total, não tinha nenhuma ideia no momento para escrever. Da cama começou a rir, tinha um processo todo pessoal para isso, se levantou, daqui a pouco tinha que ir para a universidade, dava classe de literatura comparada, de espanhol, inglês, francês, era considerado um dos poucos especializados nas três. Adorava comparar os grandes mestres das três línguas, no fundo era relativamente fácil, tinha tido isso de bandeja desde criança, pois sua mãe tinha sido professora das três na universidade de Toulouse. Seu pai em contrapartida, a muito tempo não sabia dele, como dizia sua mãe, era um cu inquieto, nunca parava muito tempo em lugar nenhum, para um homem de seu tempo, tinha sido moderno demais dizia ela. Nunca tinham se casado, ele levava só o nome da mãe, mas ninguém podia dizer n...

HAPPY GROOVE

                                              Odiava seu nome, coisas de seu velho, como ele explicava, mas quando se apresentava no trabalho, dizia simplesmente Groove. Normalmente Happy era nome de mulher, por isso, escondia. Acabava de vir do enterro de sua mãe, essa tinha vivido bastante, para quem sempre tinha um câncer, talvez como dizia seu irmão, o fato dela ser otimista, ajudava a se curar sempre, mas acabou morrendo do coração. A muitos anos ela vivia com seu irmão menor, professor da universidade de NYC, este nunca saiu de casa, todos os dois tinham estudado com bolsas de estudos, pois o dinheiro que seu pai vinha guardando para irem à universidade se esfumou com a doença de sua mãe. Primeiro ela ficou furiosa, quando ele começou a gastar esse dinheiro,...