DANTE
Se podia dizer que a partir de seu nome, nada nele era real, a não ser sua própria pessoa. A muito tinha escapado da Sicília, dizia como tinha escutado de um português falando, “faz tanto tempo, que nem sei se é verdade”. Agora no alto de seus 85 anos, tinha a sensação de que estava fazendo um balanço de sua vida, olhando o mar que adorava. Era um garoto, devia ter uns cinco anos de idade, quando o foram buscar no orfanato aonde vivia, ele de uma certa maneira era diferente de muitos garotos que estavam ali, tinha a pele mais morena, talvez uma mistura com Argelinos, ou mesmo negros, seus olhos era um destaque eram verdes brilhantes. Os que o levaram era dois homens imensos, foram, para o interior, mas atrás de Palermo, não sabia direito pela idade, ter estado sempre no orfanato, aonde era. ...