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MC' LAREN

                                              Seu nome certo era Edouard MC’Laren, mas todo o mundo o chamava de Mclaren, como a marca de automóveis, logo ele que não era muito aficionado a nenhum. Era inspector de Polícia, as pessoas se assustavam com ele, pois tinha 2,20 metros de altura, além de ser forte, apesar que sempre tinha sido magro, mas fibroso, os cabelos crespos amarelos, bem como os olhos verdes, ninguém ia pensar que aquele homem, com esse nome, tinha no seu passado, negros. Sua mãe era mulata clara, filha de uma negra, com um irlandês, ele foi criado por essa avó negra, a adorava, logo cedo na escola, além de por causa de um tio dele, adorava jogar basquete, na escola ele era capitão da equipe. Sua mãe um dia se divorciou de seu pai, desapareceu no mapa, o coitado do MC’Laren, ficou ali vivendo com a família dela, não tinha outra, tampouco queria ...

KARL MANDESEN

                                                 Seu nome era Karl, imagina com esse nome, além de ser loiro, de olhos azuis, muito branco, alto, forte, já de criança trabalhava, ajudando a mãe no que podia. Ela era uma mulher de armas a tomar, como se dizia, tinha vindo de Recife para o Rio, com ele na barriga, a família a tinha colocado para fora de casa, pois tinha ficado gravida do filho de uma patroa. Ela era filha de descendentes de alemães, que tinham emigrado depois da guerra, para o Brasil, precisamente Recife. Ele nasceu ali, aonde ela arrumou um lugar para ficar, com o pouco dinheiro que tinha, foi ajudada sim pela mãe de Santo do lugar. Era na favela Pavão, Pavãozinho, viviam no mais alto, ela logo arrumou emprego, para trabalhar em muit...

BRÁS DE PINA

                                            Pai Agenor de Brás de Pina, acordou assustado, quem lhe despertava era seu Exu Bara, falou em sua cabeça o que tinha acontecido. Ele se levantou, jogou água na cara, para despertar de vez, colocou sua roupa branca, acompanhou o mesmo, a casa dos Exus, lá estava deitado no chão, o garoto, adorava aquela criança, pois era um dos poucos meninos ali da favela, que lhe diziam bom dia, quando chegava da cidade. Sua mãe, essa era um caso sério, antiga rainha da bateria da Imperatriz Leopoldinense, uma mulata clara, que na época do carnaval, fazia tudo para ficar mais morena, para assim dizerem que era uma verdadeira mulata, alta, magra, umas pernas fantásticas, cabelos crespos, sempre pintados de loiro, tinha ido para a Europa, com outras sambistas, como diziam iam para ganhar dinheiro, enganar algum gringo tonto, algumas se casavam p...