Entradas

BESOURO DE OSSAÍM

                                Besouro, como era conhecido, vinha descendo o morro do Pavão, Pavãozinho, da casa de sua madrinha, Mãe Mirinha de Ossaím, de que ele era filho de santo, bem como no fundo era sua avó carnal. Quando sua mãe desapareceu no mundo, sua avô consultou os búzios, jogou infinitas vezes para saber se sua decisão era certa.    Era raro vê-la descer o morro, se arrumou toda, com roupas fora de moda, mas com um bom turbante na cabeça, podiam dizer que suas roupas era antiquadas, o que era uma verdade, como estava sempre vestida para dar consulta, com sua roupas rodadas brancas, impolutas como ela dizia.      Só as tirava, quando ia ver sua horta de ervas, colocava umas calças velhas de homem amarrada na cintura, uma camisa imensa, ia recolher alguma coisa, para fazer alguma poção, já sabia com antecedência que algum filho de santo ia precisar. Muito decidi...

MORAL - IMORAL - AMORAL

                                          Esta é a pergunta que me fiz a vida inteira, aonde me classificava, como devia olhar meus pequenos pecados pela vida afora.   Na verdade, isso não me incomodava, afinal, tinha feito uma coisa mais importante, sobreviver.     Na minha lógica, isso tudo tinha sido válido sempre. Meus pais, era um problema sério, como muitos hoje em dia, drogas, problemas anteriores a sua própria vida. Meu pai desapareceu, eu devia ter uns 10 anos, nunca ficamos sabendo se morreu, ou se fudeu, essas são as palavras certas.   Minha mãe, fazia o que podia, trabalhava no que aparecia, nunca me disse de aonde tinha saído.    Era de uma certa maneira uma estampa, tinha vindo segundo ela para Los Angeles, para ser atriz.    Era alta, com um corpo bonito, cabelos ruivos muito escuros, pele branca, com uns olhos verdes ...