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Mostrando entradas de diciembre, 2025

GRIOT

                                                 Ernest Hirst, tinha ido até Los Angeles, para fazer uma entrevista com a figura de um ator francês, que era o grande sucesso do momento. Era raro isso, um ator negro, oriundo do Senegal, que tinha se destacado ao longo de 15 filmes, ser chamado para fazer o papel de um negro, num filme americano. Ernest, além de no fundo ser proprietário de um canal de televisão, não era o diretor principal do mesmo, tinha herdado de seu pai, mas ele o que gostava era estar pelo mundo fazendo entrevista, que depois passava uma vez por mês no canal. A tempos esperava essa entrevista com Sam Diop, finalmente tinha conseguido, não ia como todos os outros, com uma equipe inteira, para filmar, tudo que levava era um pequena ...

DR. CASTELLO

                                               Hoje não era seu dia, estava nervoso, preocupado, mas claro tinha operações a fazer, nem podia pensar em outra coisa, era chefe de cirurgia do hospital Universitário Gemelli de Roma, ligado estritamente a universidade de medicina. As noticias não eram boas, inclusive como sempre fazia antes, analisou todas as informações sobre o paciente, era pelo visto um sujeito importante do governo. Ficava furioso com isso, dar preferência a uma pessoa, só porque era importante, do governo, quando ele se guiava por uma pauta totalmente diferente, embora estivesse ali, para atender a todo mundo. Alguém desde cima, da diretoria, devia ter interferido para que essa operação se fizesse primeiro, que a outra de um paciente que estava ali em urgência, mas era um coitado qualquer. Entrou na sala furioso, foi dando ordens como semp...

PAI DAMASCENO

                                                     Os vizinhos poderiam dizer a hora, pois ele saia todos os dias que faziam sol, ou nublado a mesma hora, ia dizendo bom dia a todo mundo com quem cruzava, algumas pessoas que ele conhecia mais, perguntava como iam, se precisar de alguma coisa, sabe aonde me encontrar. Algumas o paravam para beijar sua mão, fazer algum cumprimento do candomblé, se era uma criança ele passa a mão pela sua cabeça. Ia todo vestido de branco, com um terno de linho impecável, de tênis branco ou mesmo de sandálias, camiseta impecável branca, com uma guia atravessada no peito, acabava com um dente de javali, imenso, no outro lado uma pedra que representava seu Exu. Vivia ali na Rua Gonçalves Fontes, em Sa...