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MARECHAL

                                                Tinha acabado a cerimônia do enterro de seu pai, Jean-Paul Marechal, quando criança não entendia a brincadeira dos outros garotos com respeito ao seu sobrenome, Marechal. Na verdade seu pai tinha sido um Capitão do exército francês no Senegal. Quando Senegal de independizou da França, seu pai ainda ficou um tempo, porque todo seu batalhão era formado de homens negros que o respeitavam. O velho podia ser considerado de direita, mas a verdade era que nunca tinha tido preconceito de cor, ele amava o Senegal. Minha mãe era de uma aldeia de lá, a viu, se apaixonou loucamente por ela, os seus superiores disseram que não, mas ele casou com ela, não só na igreja católica, bem como pelo ritual de seus ancestrais. ...

GOLPE

                                                          Estava farto, era a terceira tentativa para mata-lo, essa última tinha sido a pior, pois tinha uma vítima colateral, uma pessoa que não tinha nada com sua vida. Tinha saído do escritório de seu advogado, estavam resolvendo as últimas coisas pendentes, por sorte sem querer viu o brilho no alto do edifício, olhou para o vidro do banco ao lado, viu um homem com uma espingarda, devia estar esperando o momento certo, ele por instinto se abaixou atrás do primeiro carro que viu, o tiro atingiu um homeless, que estava ali, encostado no vidro. Ficou esperando a polícia, disse ao policial que chegou primeiro, que chamasse o inspetor Andrew, disse a delegacia do ...

TRANSVERSAL

                                            Fui atravessando a vida como indo por uma transversal, nunca uma linha reta, nada era perfeito para isso, mas hoje olhando para trás, vejo que não importa muito, mas sim sobreviver a qualquer custo. Meu nome por si só era complicado, September Madison, preferia que me chamassem de Madison, assim não tinha que dar muitas explicações. Como dizer que ao meu pai lhe faltava algum parafuso, pois como era cowboy de rodeios, tinha batido com a cabeça mil vezes no chão, as vezes tinha dores, que o levavam a gritar, colocava as duas mãos puxando os cabelos amarelos, sem brilho, com minha mãe, éramos sete num velho furgão que ia de rodeio em rodeio, eu era o menor deles todos, na época tinha uns seis anos, acredito, porque não sei minha idade real, só encontraram certidão de nascimento de cada um, na bolsa de minha mãe. Tudo aconteceu ...