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Posso dizer que passei a vida inteira
aprendendo, seguirei assim sempre. Nisso
devo tudo ao meu pai, um grande homem, aliás em todos os sentidos.
Muitos me conheciam como seu filho
bastardo, mas ele me dizia, que isso era pura inveja, pois eram infelizes.
Foi um pai para que eu nunca botasse
defeito. Minha mãe, era uma mulher linda,
sei disso principalmente por fotografias, pois morreu antes que eu fizesse
cinco anos de idade.
A conheceu numa festa, era uma dessas
mulheres impressionantes, que acompanhavam homens ricos a festas. Se conheceram, nunca mais se largaram,
montou para ela um apartamento, bom, aonde ele passava a maior parte do tempo.
Era casado, por suposto, com uma mulher
gorda, rica, com a que tinha se casado com separações de bens, um contrato como
muitos entre judeus.
Ele administrava a grande empresa que era
da família dela, mas aprendeu a fazer a sua, me treinou a vida inteira para
isso. Quando minha mãe morreu, me levou
para a casa da sua mulher, como me rejeitou, bem como o filho dela tentava me
maltratar, tomou uma resolução, drástica, fomos viver com uma senhora que
cuidava de mim, no apartamento que é meu até hoje.
Quando cheguei a uma idade que deveria me
preparar numa boa escola, fez uma coisa que num primeiro momento achei uma
maldade, mas depois entendi que nessa época tinha outros problemas, precisava
que eu estivesse protegido, ao mesmo tempo estudando.
Ele vinha todo final de semana que tinha
livre, me recolhia na escola, íamos para um hotel na pequena cidade ao lado do
internato.
Ali discutíamos o que tinha aprendido no
final de semana, me ensinava a pensar por mim mesmo, não queria que a opinião
dele, pesasse mais que a minha, me ensinou a observar, saber relatar isso. Fazíamos mil exercícios, até como por exemplo,
ao entrar num restaurante, eu devia observar as pessoas, sem girar a cabeça,
prestar a atenção em tudo.
Quando comentei que um colega tinha me
chamado de bastardo, ele me mandou observar o sujeito, descobri quem ele era,
quem era sua família, etc.
Tu não eres um bastardo, levas meu
sobrenome, tem em teu registro o nome da tua mãe e meu.
Uma semana depois eu sabia tudo sobre o
sujeito, que a família estava arruinada, que ele estudava ali, porque um dos
monges era seu parente, que não tinha aonde cair morto.
Agora que faço com isso?
Deves pensar bem, se dizes isso na frente
de todos, o vais condenar como ele tenta fazer contigo, tens que fazer com que
ele se torne teu amigo, ou que sabes quem ele é, assim deve tomar cuidado.
Um dia peguei o mesmo fumando escondido. Me
sentei ao lado dele, me chamou de bastardo, eu como se nada, lhe pedi um
cigarro. Calmamente como meu pai tinha
falado, falei tudo que sabia sobre sua família, qual era a condição de estar
ali. Tinha analisado, que ele me
ofendia, porque no fundo queria ser expulso da escola.
Ficou me olhando, riu, eres um
malnascido. Eu sei quem é teu pai
também, um milionário, que não pode se casar com tua mãe, porque a mulher dele
lhe negou o divórcio.
A partir desse dia, nunca deixou que
falassem de mim, quando acabou o curso, ele tinha poucas oportunidades, falei
com meu pai, que lhe conseguiu um emprego, longe da família dele, como ele
queria.
Nas vésperas de ir à universidade, meu pai,
falou seriamente comigo, no fundo vinha me preparando para isso. Acabei indo estudar administração de
empresas. Desde o primeiro ano, me
propôs uma coisa, que eu devia nas férias estagiar numa empresa. Me conseguiu primeiro que fosse trabalhar no
Macy’s, durante três meses, comecei ajudando no armazém, aonde chegavam
mercadoria, o melhor foi a segunda vez, pois era época de Natal. Trabalhei como um louco, ele me dizia observe
tudo, penses como poderias melhorar isso, crie para ti mesmo um relatório de
cada lugar que trabalhes. No ano
seguinte, foi no Bloomingdale’s, fiz a mesma coisa, nunca disse que tinha já
estagiado na competência, meu trabalho segundo ele, era observar, nunca
interferir. Mais tarde Macy’s comprou a
outra, no último ano, foi na Saks, a mesma coisa. Tínhamos largas discussões, sobre minha
observações, quando me formei com a nota máxima, me disse agora vais para fora,
tinha contatos, me arrumou um estágio no Galerie Lafayette em Paris, ao mesmo
tempo que fazia uma extensão universitária, na melhor escola de comercio de
Paris.
Quando voltei, ele me disse, agora vais
trabalhar em três empresas que tenho ações, observe tudo, não me comente nada.
Foi o que fiz, passei três meses em cada
uma. Cada uma funcionava de uma maneira,
anotei tudo. A primeira delas, era uma
familiar, meu pai dizia tinha ações, mas o dono era um verdadeiro carrasco com
os empregados, anotei tudo que poderia ir melhor. O filho dele, era um idiota, vivia como
muitos como um filhinho de papai, aparecia na empresa quando queria dinheiro,
mas não fazia nada, parecia nisso com o filho mais velho do meu pai.
Depois me mandou para outra, a última era
em Boston.
Quando terminei tudo, escrevi sobre cada
uma, o que eu faria.
Ele ria muito, me dava muitos beijos na
cara, na cabeça, esse é o meu filho, ele nunca falava no outro.
Me mandou de novo para a primeira, aí
cometi o primeiro erro. Ele primeiro me
instruiu, tinha no momento 80% das ações, a empresa perdia dinheiro, eu tinha
visto os problemas logo de cara, tinha passado por todos os departamentos,
sabia aonde estava o erro.
Os chefes principais, eram puxa saco do
proprietário, concordavam com todas as decisões que ele tomava, ou o seu filho,
que agora dirigia tudo.
Eu já tinha uma certa experiencia, me deu
carta branca, inclusive escrita no papel, eu devia me apresentar ao outro sócio
dele, mostrar essa carta. Este tinha 15%
e o filho 5%, eu iria como proprietário dos 80%.
Quando cheguei, no meu carro de sempre, o
tinha a anos, funcionava bem, tinha sido presente dele quando fui a universidade,
era de segunda-mão, nada a ver como o do meu irmão que era um desses loucos de
modernos.
Tinha telefonado no dia anterior a senhora
que tinha me hospedado quando estive ali, um quarto pequeno, banheiro, no andar
de cima da casa, seu filho trabalhava na empresa.
Mas quem me aprontou logo de cara foi o
filho do homem com quem fui falar. Lhe apresentei a carta, ele ficou uma fera,
pois a partir desse momento, eu ia dirigir a empresa. O filho escutou atrás da porta, chamou todos
os amigos dele, dois eram empregados da empresa, puxa sacos dele.
Quando sai, um já estava sentado no meu
carro, tinham resolvido me levar de farra.
Fiquei uma fera, ordenei que alcançassem meu carro. Quando cheguei os dois que o tinham levado,
tinham aberto o porta-malas, para ver se encontravam alguma coisa. Mas os documentos estavam comigo.
Não disse uma palavra, no dia seguinte,
cheguei antes da loja se abrir, duas horas, tinha falado com Geraldine, uma
garota que trabalhava em marketing, que eu conhecia do tempo que tinha estado
lá. Ela telefonou para todos do
departamento, avisando que chegassem cedo.
Mas seu chefe não estava, estava com o
filho do patrão, desde o dia anterior.
Ela tinha me comentado, que ele e nada era a mesma coisa, estava ali,
porque era amigo do outro. Que roubava
as ideias dos funcionários, as apresentava como dele, se alguém reclamasse,
mandava para a rua.
Comecei a conversar com os que estavam ali,
quando fomos interrompidos pelo filho do velho, disse que tinha marcado uma
reunião, que eu devia estar presente, com todos os chefes de departamentos.
Ele queria me apresentar como uma coisa
sua, que ele mandaria acima de mim.
Mal ia começar a falar, eu tinha notado que
a chefe de recursos humanos não estava presente, perguntei por ela, nisso ela
entrou com o chefe de marketing. Entendi
no momento que iam querer complicar as coisas para mim.
Me levantei, fiz com que o filho do chefe
se sentasse, ela ao lado dele, chamei o sujeito à parte, tu, me esperas na sala
de marketing.
Bom a maioria me conhece, eu tinha entrado
na sala, ido falar com uma senhora que para mim era a melhor dali, beijei suas
mãos a chamando de maestra, me tinha ensinado muitas coisas. Depois fui para um grande quadro negro na
parede. Comecei, colocando, varias
palavras, dono, patrão, proprietário, bastardo.
Começarei pela última, ontem escutei isso
de algumas pessoas, dizem que sou bastardo, mas tenho pai, bem como tive como
mãe, uma mulher incrível, não eram casados, mas me criaram para ser educado.
Bom, volto ao princípio, dono, é quem tem a
maioria das ações de uma empresa, no caso, eu, tenho 80% das mesmas, o antigo
dono tem 15, indiquei seu filho 5.
Portanto a partir de agora mando eu, as outras duas palavras, é como
essas pessoas se comportam. Só quero
dizer que vamos mudar muitas coisas, vamos deixar de ser uma empresa que não dá
lucro, a ser uma que vale a pena trabalhar, que tenha futuro.
Hoje em dia qualquer uma dessas empresas,
que compram para destruir, poderia comprar esta, afinal o antigo proprietário
está falido, seu filho gasta uma parte do patrimônio, indo de putas com seus
amigos puxa-saco, a culpa nunca é dele, mas dos empregados que não sabem
trabalhar. O outro se levantou, foi
saindo, não te esqueça de retirar suas coisas aqui da empresa. Ele depois num acesso de raiva, tinha
destruído um mostrador de perfumes caríssimo, mandou contabilizar tudo,
descontariam no que receberiam dos lucros.
Os funcionários sorriam, todos o conheciam.
Espero contar com a responsabilidade de
todos, chegou perto da senhora Dorothy, a fez levantar-se, tu serás meu braço
direito, puxou a Geraldine que era ao contrário, muito jovem, tu o esquerdo.
A chefe de departamento pessoal, lhe
perguntou se antes não deveria consulta-la.
Não, a senhora está despedida, já vi como funciona. Disse a senhora Dorothy, que tinha que
arrumar outra chefe de pessoal.
A primeira coisa que fez, foi que havia
ali, uma sala para cada chefe de departamento, bem como uma imensa para o diretor
da empresa, chamou uma empresa de construção, encarregou duas coisas. Primeiro, demolir tudo isso, fazer uma sala,
em que os chefes, trabalhassem todos juntos, separados por divisória, ele mesmo
trabalharia nessa sala, com uma pequena, como todos, mas que pudesse ver a todo
mundo trabalhando.
Mandou pintar a fachada do edifício toda na
cor original da mesma. Quando tinha
estado a primeira vez, descobriu que um dos problemas, era que por estar o
edifício no centro, as pessoas que vinham de fora, não tinha aonde estacionar,
seu pai tinha proposto a prefeitura, existiam numa lateral e atrás duas praças,
ele entrou com 80% do capital, fizeram dois estacionamentos subterrâneos. A prefeitura tinha rompido o acordo,
querendo cobrar.
No dia seguinte foi até lá. O prefeito era como tantos políticos,
corrupto, lhe avisou, se não deixasse de cobrar, ele faria uma coisa, lhe
entregou um envelope com todos os subornos que tinha recebido, inclusive do
antigo diretor. Se não retirar agora a
noite, isso tudo estará nos jornais amanhã.
Não acredito que tenhas coragem?
Experimente.
Ele mandou uma cópia de tudo para os dois
jornais da cidade, bem como para o governador, dois dias depois o sujeito era
obrigado a renunciar.
Geraldine, foi uma das primeiras a que ele
doutrinou, a vitrines, ficavam quase um mês sem trocar, lhe tocava a ela, que
mudassem cada semana, a ensinou como devia fazer, se o pessoal reclamasse, ele autorizaria
que fossem despedidos.
Queria ver todas as semanas as ideias da
mesma, foram autorizado a modernizar tudo, iluminação, pintura, tudo.
Chamou o que cuidava da contabilidade,
disse que queria ver todas as semanas o controle do que se gastava, do que
entrava.
Dorothy, tinha reunido todas as mulheres
que cuidavam dos setores de moda, mudou radicalmente tudo, recebiam treinamento
como as vendedoras deviam se comportar, com se vestir, maquilar-se.
Quinze dias depois, ele perguntou a mãe do
Pris, como era conhecido o homem que cuidava do departamento que vendia
tratores, ferramentas, que funcionava no subsolo, mas que as pessoas o chamavam
de Priscila. Porque uma vez o pegaram
vestido de mulher, num lugar no meio da estrada aonde os gays iam.
Eles tinham uma casa no campo, a uns dez
minutos da cidade, soube que estava vazia.
Ele se dava muito bem com o rapaz, que
tinha sempre cuidado da lanchonete, a resolveu mudar de lugar, como o outro
sempre tinha sonhado, a colocava numa esquina do restaurante, assim tinha
entrada pela avenida, como pela loja.
Se fez amigo do dono da empresa de construção, que discutia com ele
todos os orçamentos. Detalhe por detalhe, pagamento por pagamento.
O homem viu que tinha ali, trabalho para
uma parte da equipe, estava sempre ao seu dispor.
Quando acabou o grosso da obra, ele marcou
uma festa nessa casa no campo, o rapaz que cuidava da lanchonete, ia fazer com
seus ajudantes um churrasco, soltaram que quem quisesse levasse toda a família,
bem como os filhos para brincar, contratou, uma empresa para distrair as
crianças.
Quando estavam todos relaxados, ele lançou
uma proposta, estive conversando com o novo prefeito, todas as lojas da
avenida, abrem domingo, nos somos os únicos que não, fizemos uma enquete com os
clientes que vem das cidades pequenas vizinhas, todos reclamam nisso, tem que
vir no sábado.
Queria fazer uma proposta, abrimos sábados
e domingo, mas durante a semana, as pessoas têm um dia de folga, assim podem
resolverem seus problemas pessoais, de família, ir a um supermercado.
Além de que mudamos uma coisa, todos ganham
salário fixo, verdade, vamos acrescentar cinco por cento de comissão nas vendas
de cada um. Queremos ver como se saem com isso.
As grandes empresas aonde trabalhei, todas funcionam assim, é um
incentivo aos funcionários, quanto mais vendo, mais ganho.
Em um ano, davam lucros, seu pai vinha
sempre passar os finais de semana que podia com ele, chegava discretamente,
ninguém o conhecia, andava pela loja inteira, via o funcionamento.
Um dia lhe disse que tinha comprado da
família o resto das ações, estão na ruina completa.
Esse idiota do filho, teve que ir embora
daqui, devia dinheiro para todo mundo.
Ele isso sabia, pois duas vezes apareceram
gente atrás dele, querendo cobrar divida de jogo, mas ele disse que além de não
trabalhar ali, não fazia parte da empresa.
Ele tinha como amigos, Geraldine, com quem
almoçava na lanchonete uma vez por semana, a obrigava a falar dos seus sonhos. O
mesmo fazia com o Pri, que agora cuidava da seção masculina, tinha um gosto
apurado para se vestir, bem como ensinou aos funcionários a se comportar
educadamente com os clientes, passaram a ter roupas de marcas, para os homens,
bem como uma pequena seção masculina.
Um dia o viu sem querer vestido de mulher, ficava fantástico, ele acabou
confessando que seu sonho era ser Drag Queen, mas claro que com sua mãe, isso
era impossível, só tem a mim, se fosse um filho da puta, ia embora, mas não
posso, ela é uma mãe fantástica, sabe de tudo isso, nunca me criticou, até me
ajuda a fazer meus vestidos, pois imagina, aonde vou comprar roupa para um
corpo como o meu.
Ele ia anotando tudo isso na cabeça, bem
como o da lanchonete, que se sentava com ele, para discutir, pequenas mudanças
nos menus. Incluía coisas diferentes,
breve as pessoas entravam pela avenida para comer, inclusive nos finais de
semana, sempre estavam cheios.
Ele tinha sido quem melhor se tinha
adaptado ao sistema de rodizio dos funcionários, logo explicou aos outros como
fazia.
Estava sempre falando do seu sonho, sempre
gostei de cozinhar, aprendi o básico com minha mãe, inclusive tinham balcão com
coisas para levar, bolos, saladas prontas, que o pessoal comprava antes de ir
para casa.
Meu sonho sempre foi fazer um curso de
cozinha. Ele foi o primeiro acariciado
com isso, o mandou nas férias para NYC, fazer um curso de cozinha. Voltou eufórico, incluiu mil coisas que tinha
aprendido no cardápio, tinha ficado hospedado no seu apartamento, agora sabia
quem era o pai dele. Seu pai o tinha
levado para comer nos melhores restaurantes, bem como tinha apresentado aos
chefes, para que vissem como funcionava as cozinhas.
Geraldine, ia a todos os cursos de
Marketing possíveis, bem como Pri, ia as férias de moda junto com Dorothy, numa
das vezes, levou roupa, foi a uma boate Drag, ficou horas falando, esse é o meu
mundo.
Dois anos depois, seu pai lhe chamou, tenho
uma oferta, para vender para o Bloomingdale’s, o que achas, pois preciso que
agora faça isso em outro lugar que sou o dono, em Houston.
Dorothy ficava, mas levou os outros com
ele.
Desta vez, chegou de surpresa, se
apresentou o diretor, o colocou a par que era o novo dono, bem como apresentou
os outros como assistentes.
Fez uma reunião no dia seguinte, depois que
cada um observasse tudo.
O que tinha sido chefe da lanchonete, o
Robert Dau, ou Bob Dau, estava horrorizado, fizeram uma reunião com todo o
pessoal, começaram a mudar tudo.
O construtor tinha um amigo ali, veio
especialmente para lhe apresentar, começaram como ele dizia a fazer faxina, está
um dos grandes problemas que tinha, era um relaxamento total, pois o antigo
proprietário, nunca gostou do negócio, o atual diretor era quem levava tudo. Como não era o dono, fazia o que queria.
Foi para a rua imediatamente. Essa gente sempre tinha nas mãos o chefe de
departamento pessoal.
Por incrível, foi que Pri, assumiu, moda
masculina e feminina ao mesmo tempo, além de perfumaria. Dava conta do recado, tinha trazido sua mãe
a contragosto com ele, até que ela resolveu ir viver numa casa de pessoas maiores,
aonde vivia a irmã dela. Ele agora se
sentia livre.
Ele ria disso tudo, o mesmo tinha
desabrochado, como pessoa. Era discreto
nas suas saídas.
Geraldine, revolucionou tudo, trabalhava
como uma louca, treinando o pessoal, para encontrar um novo ponto de equilíbrio
na loja. A lanchonete, eles fizeram a
mesma coisa, trocaram de lugar, os chefes de departamento, tinham salas
fantásticas, acabou com elas, não gostaram, mas claro o patrão e que mandava. Os que não gostaram foram embora, contrataram
outras pessoas.
Logo no primeiro final de ano, tinha saído
do vermelho, completamente.
Um detalhe, quando seu pai vendeu a outra
empresa, ele recebeu a metade do valor em dinheiro, que colocou no banco
aplicado, tinha planos de futuro.
O mesmo fez quando fecharam negócio com
esta. Agora iam para Boston, com seus mosquiteiros
como ele chamava.
Lá foi mais rápido, pois a mesma, já sabia
da anteriores, seu próprio pai, tinha deixado que ele fizesse somente a parte
de estrutura da mesma, venderam por uma fortuna, mais uma vez lhe tocou 50% do
valor.
Justamente nessa época seu pai ficou
doente, o tinham levado para o hospital, ele ficou como um louco, passou dois
meses ao seu lado.
Antes de entrar em coma profundo, lhe
avisou, não te choques com o testamento, na verdade a empresa aqui é dela, bem
como de seu filho, ele não é teu irmão, quando me casei já estava gravida de
outro, esse foi o trato.
Escute tudo que diz o advogado, depois ele
te entrega detalhes.
Claro ninguém sabia do dinheiro que ele
tinha recebido. Já o tinha colocado para
agir.
Mas ficou ali com seu pai, saia algumas
vezes para agilizar seus negócios, voltava. Morreu com ele segurando sua
mão. Tocou ao outro filho, rezar o
Kadish, mas ele o fez mentalmente, nunca tinha tido religião nenhuma, mas não
se importava com isso.
Foi a leitura do testamento, se fosse outra
pessoa, ficaria furioso, só fez uma coisa, quando o outro lhe chamou de
bastardo, que agora estava no seu lugar, ele lhe respondeu, se fosse você
verificava suas raízes, pois não eras filho do meu pai. A mãe abriu uma boca imensa, ele sorriu,
tenho dos documentos que ele me deu, dizendo que nunca foste filho dele.
O outro ficou branco, saiu arrastando a mãe,
tinha sido uma vingança dura como o fel, mas tinha esperando muito tempo isso.
Quando ficou sozinho com o advogado, este
lhe entregou um envelope, dizendo, aqui tens todas as instruções, bem como
chaves de dois bancos, só deves abrir em caso de urgência.
Ele guardou tudo num cofre que tinha em
casa, já leria com cuidado.
Tinha vários negócios entre mãos. Pri, estava realizando um sonho de sua vida,
associado com ele, abria uma boate Drag Queen com show vários dias da semana. As obras estavam no seu final, num local que
tinham descoberto por acaso, tinha sido uma casa de show, fechada a muito
tempo, tinha encontrado o herdeiro do local, que lhes alugou por 10 anos, desde
que fizessem a reforma, tinham a opção de compra firmada.
O local era imenso, justo numa parte, tinha
sido uma antiga lanchonete, daquelas famosas dos anos 60/70, Rob ficou com ela,
diminuiu o espaço, um restaurante para gays finos, ou gente que gostasse de boa
comida. Foi fazer um curso em Paris, a
Geraldine também a meteu na escola de comercio de lá, para fazer um curso.
Quando voltou, era outra pessoa, de uma
certa maneira tinha se refinado, agora os dois levariam um escritório
especializado no que eram bons, analisar uma empresa, reconstruir a mesma, lhes
dando um novo caminho. Muitas cadeias
de boutiques se expandiam rápido demais, depois não tinha estrutura para seguir
em frente.
Foi quando descobriu um dia que o Rob ainda
estava em Paris, viu o Pri suspirando, este lhe disse que sentia falta dele,
que os dois mantinham um romance já a alguma tempo.
Ele sem querer nunca tinha tido tempo de
ter romances, sempre era alguma coisa fulgas, de uma noite, ou por pouco tempo.
Hoje em dia, reconhecia que muita gente se
aproximava dele, por isso, pelo dinheiro.
Seu pai sempre lhe tinha falado nisso, que
algumas mulheres se aproximavam dele, por isso, que sua mãe tinha sido a única que
não.
Ele agora se cobrava isso, um dia se
surpreendeu na empresa, quando apareceu a viúva de seu pai, lhe pedia socorro,
a empresa estava naufragando, seu irmão, ela insistia nisso, não sabia dirigir
a mesma, sempre tinha estado a sombra do pai.
Sinto muito, só posso recomendar uma coisa,
venda, aplique o dinheiro, porque infelizmente nesse momento estou com vários
trabalhos ao mesmo tempo. Se não fosse
isso, por meu pai o faria, mas infelizmente não posso.
Perguntou a Geraldine se queria correr esse
risco.
Ela também se desculpou, mas estava
assessorando uma fábrica de roupas que tentava se levantar.
Podes negociar por mim. Isso ele aceitou, mas lhe mandou a conta.
Estava livre de qualquer relacionamento com
ela, bem como seu filho.
Foi quando resolveu finalmente abrir, a
carta bem como os documentos que seu pai tinha deixado.
Levou um puta susto, lhe deixava dinheiro
suficiente, para quando acontecesse isso, comprar a empresa. Assim me vingo
dela.
Mas agora era tarde, pois a oportunidade
tinha passado, nem ele queria isso, se já tinha falta de tempo para ele,
imagina recondicionar a empresa com o tamanho que tinha. Isso eram sonhos dele.
Descobriu fora dos Estados Unidos, uma
quantidade de dinheiro imensa, de tudo que o pai tinha investido, ações, em
muitas empresas, que agora eram todas suas.
Nem sabia em que investir tudo isso.
Já tinha problemas com os lucros dos seus
investimentos, que o advogado sempre aconselhava a investir em alguma coisa.
Ele agora tinha um mantra, merda, para que
quero esse dinheiro todo, se não tenho como usufruir.
Acabou deixando a empresa para a Geraldine,
tinha uma participação menor, mas o resto era com ela. Pensava em viajar, não sabia muito bem fazer
o que.
O restaurante, bem como a boate que ele era
sócio dos dois ia bem, dava lucro.
Mas sentia um vazio imenso dentro dele, com
respeito a isso.
Tinha encontrado numa das caixas do banco
os documentos de sua mãe, bem como seu lugar de origem. Resolveu ir ver o que descobria, sobre isso.
Lhe aconselharam alugar ou comprar um 4X4,
pois era uma zona quase desértica.
Lá foi ele de avião até a região mais
perto. Depois alugou um 4X4, seguiu em frente, era uma vila perdida de Deus,
aonde o vento faz a curva, ou o judas perdeu as botas. Uma rua principal, algumas lojas fechadas, o
resto eram campos, para comprar havia que ir até a cidade mais próxima. Pedir informação para umas pessoas fechadas
era difícil.
O jeito foi ir falar com o xerife.
Bah, uma família complicada, o velho está
em prisão perpetua, a muitos anos, matou sua mulher, bem como uma filha. A mais velha desapareceu, só sobrou um
rapaz, que se casou, cuida da fazenda, vive lá com sua mulher, bem como dois
filhos.
Só a vê, quando vem a cidade em compras, se
quiseres te levo la.
Achava o sujeito atrativo, como tinha vindo
parar ali. Foram conversando, Roger
contou que tinha sido polícia em San Francisco, mas tinha se cansado, por isso
tinha aceitado ser xerife ali, para ajudar seu tio que era o chefe.
O que encontraram foi uma casa, que estava
mais para cair, do que outra coisa, um velho trator no campo, arando como
louco, quem o dirigia era um garoto de uns 12 anos, cantando como um louco, com
outro pequeno sentado atrás. Parou o
trator, ajudou o menor descer, foi até eles.
Eram parecidíssimos com ele.
O xerife perguntou pelo seu pai, ele fez um
sinal, para o meio de uma montanha, cheia de arvores altíssimas, mas que sua
mãe estava em casa.
Foram até lá, seguidos pelos dois no
trator, ele tinha tido vontade de abraçar o menor deles, limpar o ranho de seu
nariz.
Quando chegaram, encontraram uma mulher descabelada,
que em outra época devia ter sido bonita.
Quando perguntaram do marido, ela mandou o
filho ir buscar, quando o xerife disse que ia, ficou nervosa, ele deixou o
garoto ir.
Com certeza tem um alambique, seu pai tinha
um vendia whisky falsificado por aqui.
Ele entendeu que tinha que ir com pés de
plomo.
Quando o homem apareceu, aparentava uma
idade indecifrável, parecia ter uns 70 anos, quando devia ter muito menos.
Quando perguntou de sua irmã, riu com uma
boca que faltavam os dentes, essa foi a esperta, era bonita, escapou do velho
assim que pode, um dia foi a estrada, pegou o primeiro ônibus que viu, devia
ter-se prostituido na estrada, foi embora.
Era minha mãe, já morreu quando eu tinha a
idade de seu filho.
Eu sou o menor da família, quando o velho
começou a disparar, me escondi, apontou as árvores, foi o que me salvou.
Estava louco completamente, de tanta
bebida, consumia, mais do que produzia.
Que vens fazer aqui, pedir sua parte na
fazenda?
Jamais, não preciso, só queria saber de
aonde minha mãe tinha saído.
Mudou de assunto, perguntou se os meninos
iam a escola?
Para que, eu nunca fui.
Se já perguntou tudo, pode ir embora, não
posso te hospedar, mal temos alimentos para os meninos.
Viu que o pequeno, estava comendo uma
batata cheia de terra.
Ficou horrorizado, conversou com o xerife
de como podia ajudar.
Olha isso é difícil, se descobrem que tens
dinheiro, vão querer se aproveitar?
Mas esses meninos, descobriu que ali, não
existiam assistente social, imagina, viu o tamanho da vila.
Juiz, delegacia com corpo de polícia,
assistente social, fiscal, só na cidade mais próxima que fica a mais de
cinquenta quilômetros.
Foi até essa cidade, comprou roupas para os
meninos, tênis, fez uma puta compra de supermercado, pediu para levar no carro
da polícia, entendeu se aparecesse com o carro que tinha, ia ser complicado.
A mulher os recebeu desconfiada, os garotos
ficaram como loucos, ela mandou os dois esconderem as roupas, ele é capaz de
querer vender, para comprar drogas.
Os meninos o olhavam com uns olhos
compridos de fazer gosto, quando viram a comida, pareciam que estavam
salivando.
No dia seguinte, tinha dormido numa casa
que o xerife tinha arrumado para ele.
Foi despertado com o seu tio, com uma
espingarda, gritando como louco.
O xerife tentava controla-lo.
Ele dizia que este tinha vindo que tinha
aparecido do nada, era o diabo, queria roubar os filhos que trabalhavam para
ele.
Foi com o xerife a outra cidade, para se
informar, o que podiam fazer.
Os garotos nem estavam registrados. Não
existia sequer documentos que fossem casados.
Iam consultar para saber o que fazer.
Mas a providência foi mãe da situação. Foram avisado que a destilaria tinha
explodido. A mãe estava mal no hospital, ele tinha morrido.
O mais velho contou que ela estava tentando
convence-lo que o senhor pudesse nos ajudar.
Ele ficou como um louco, ia dar um tiro
nela e na gente, mas ela tocou fogo em tudo.
Antes de morrer os deu a ele em adoção.
Levou os meninos a cidade, junto com o
xerife James, esse ria, como ele lidava com os meninos, parecia um pai, lhe
soltou.
Estou numa sinuca de bico, os levo comigo,
será uma mudança brusca, ou fico aqui tentando melhorar a vida deles.
Aqui, será difícil, não tem escola na vila,
as crianças vão todos os dias de ônibus a cidade, a maioria nunca acaba a
escola, os pais precisam delas no campo.
Eu adoraria que ficasses, mas deves ter
alguém na tua vida em outro lugar.
Riu dizendo, não tenho ninguém, nunca tive
tempo para romances.
Tiveram que raspar a cabeça dos meninos,
estava cheia de piolhos, no hospital, fizeram um exame exaustivo com os dois,
tinha desnutrição.
O pequeno não soltava a sua mão. Sentou-se com eles no hotel, depois de os
dois tomarem um bom banho, nunca tinham visto um chuveiro vida, ficaram se
divertindo.
Depois sentou-se com eles, perguntou se
queriam ir com ele, os tinha adotado, mas queria saber o que pensavam.
Claro o senhor é nosso tio, verdade.
Sou filho da irmã do pai de vocês, a vossa
mãe me deu vocês em adoção, mas quero saber se querem ir comigo. O pequeno o abraçou pela cintura, o outro
mais acima.
Que pena que fico para trás, disse o James.
Ficaram se olhando, não tens umas férias
para tirar?
Sim, claro.
Vens junto assim me ajuda com eles.
Comprou bilhete de avião, roupas para os
meninos, o que eles adoravam era ficar tomando banho de chuveiro.
Conversou por telefone com a Geraldine, com
Pri e Rob, ela como sempre foi mais prática, porque ele não arrumava uma casa
em Long Island, assim estavam fora da confusão de NYC, os meninos podiam ter
uma vida equilibrada a princípio.
Estavam com medo de embarcar no avião,
nunca tinha visto um, os dois iam segurando sua mão, James de sacanagem dizia,
eu também tenho medo, o pequeno segurou sua mão. Depois se divertiam olhando
pela janela.
Ele então segurou a mão do James, contou o
que tinham falado os amigos, uma boa solução.
Foi interessante, fez com que os garotos,
escolhessem a casa, perto de uma escola, que era o principal, o da imobiliária,
sabendo que tinha dinheiro, primeiro lhe mostrou uma mansão, os meninos se
olharam riram muito, pois estava muito decorada, com um mal gosto incrível,
torceram o nariz. A seguinte também era
grande demais, acabaram optando por uma terceira que era da mais comum possível,
depois que ele pediu isso ao da agência.
Esta ficava no meio do caminho de duas
escolas, uma particular, outra pública.
Foi com os dois, além do James.
O da particular, o diretor os examinou de cima para baixo, mas estavam
vestidos da maneira mais informal possível.
Lhes perguntou se eram filhos deles, disseram que sim, foram adotados
por mim soltou logo, quer ver os papeis.
Mas já sabia que não gostava dali, os
meninos tampouco gostaram.
Na publica, foram recebidos por uma
senhora, muito simpática, os meninos gostaram em seguida dela.
Lhe contou o que tinha passado na outra.
Bah esse foi professor aqui, ninguém
gostava dele.
Foi falando o que tinha a escola para
oferecer, infelizmente precisamos de uma ginásio, que não temos, bem como uma
piscina, para os meninos se desenvolverem.
O pequeno soltou, eu adoro água, na fazenda
íamos tomar banho riacho, mas meu irmão me ensinou a dar umas braçadas. Ela riu muito, disse que quando era garota,
também se banhava no riacho perto de sua casa.
Ele pediu ao James para dar um passeio com
os garotos, explicou seu problema, esses garotos nunca foram a escola, são
filhos do irmão da minha mãe, viveram nessa fazenda, aonde os pais morreram,
então os adotei. Eu estudei em escola
pública, só mais tarde fui para um internato, mas não quero isso para eles,
modificarei minha vida, para estar sempre presente na deles.
Amanhã mando um presente para a senhora.
Ela disse que ia arrumar uma professora
para colocar o maior em dia, bem como o pequeno, ele alertou que eles não
sabiam nem ler, tampouco escrever. Não
se preocupe.
No dia seguinte ela recebeu a visita do construtor
amigo dele. Perguntou tudo que ela
queria.
Quem mandou o senhor aqui?
Um bom amigo meu, disse que eu fizesse tudo
que a senhora queira, inclusive uma piscina coberta, olímpica, quer que seus
filhos aprendam a nadar. Já tinha
soltado sem querer.
Ela entendeu.
Nos dias seguintes havia uma revolução na
escola, começaram pintando todas as fachadas do edifício, nas férias fariam o
interior. Ao mesmo tempo fizeram um
projeto, de dois polidesportivos ligados entre si, um para esporte de pista,
com um vestiário no meio, no outro lado a piscina.
Os pais dos outros alunos, correram, pois
estavam preocupados em ter que pagar alguma coisa por isso.
Não se preocupem, foi um doador anónimo que
nos deu tudo de presente.
Ele manteve o apartamento de NYC, o
construtor, estava arrumando a casa que tinha comprado, James, deixou um
curriculum na delegacia mais próxima, disse que não queria viver do dinheiro
dele.
Tudo era como os garotos gostavam, lhes
perguntou se queriam quartos separados, um olhou para o outro, mas sempre
dormirmos juntos, no mesmo colchão no chão, James foi com eles a IKEA,
compraram tudo, camas, duas mesas de estudos, roupa de cama, tudo ele dizia que
tinham que escolher.
Para o quarto deles, uma cama imensa para
os dois. Assim que pode, voltaram os dois para comprar o resto. Tudo era muito simples, no andar de baixo,
tinha um salão grande, que ele transformou em sua biblioteca, comprou uma mesa
antiga, aonde a professora ia ensinar os dois as coisas básicas.
A cozinha era moderna, com um comedor
junto, ali tomava o café da manhã, para os meninos era uma festa, pois
normalmente não comiam nada. Alguma
fruta que encontravam no campo.
Tinham uma dieta balanceada, pois estavam
subnutridos, havia que controlar a fome deles também.
Tinha comprado para uma das salas, uma
televisão, ele que nunca tinha perdido tempo, um sofá grande, eles se sentavam
com os garotos depois do jantar para ver algum desenho animado, eles adoravam
ver Tom e Jerry. Mas faziam isso, um de
cada lado dos dois, se jogavam em cima deles.
No domingo, corriam para o quarto dos dois, se jogando com eles na cama.
A casa era simples mas confortável.
Um dia riu, quando viu que os dois chamavam
o James de Jerry, pois como ele se chamava Tom, riam muito com isso.
Aos domingos sempre saiam para comer fora, aproveitaram
o verão, alugou uma casa na praia, para os meninos que ficaram deslumbrados,
James os ensinava a nadar.
A professora, uma senhora de idade, foi
junto, ficava sentada na varanda da casa, rindo como eles se comportavam,
diziam que não sabia, que eram mais criança, eles ou os garotos.
Na verdade um dia lhe falou, nunca tive
infância, fui treinado desde criança a pensar, analisar, para o que seria meu
futuro, esse se passou, fiquei como que perdido, executei tudo que meu pai
queria, sabia que ele me amava, sempre foi carinhoso, atento, mas se esqueceu
de uma coisa, eu era uma criança. Há que equilibrar tudo.
Por isso, quero dar a eles o melhor.
Estavam sempre famintos, mas aprenderam a
se controlar, tinha durante algum tempo, que comer quase que de hora em hora.
Eram diferentes das outras crianças que
viam, que não queriam comer de tudo, ao contrário comiam tudo sem reclamar.
A professora ficou surpresa, pois
aprendiam, absorviam tudo de uma maneira fantástica, perguntou se podia fazer
uns testes com eles.
Ficaram surpresos, pois os dois tinham uma
inteligência fora do normal, talvez fosse por terem que sobreviver ao que
viviam na fazenda.
Ele tinha feito uma coisa, alugou a mesma,
o dinheiro ia para um fideicomisso, em nome dos dois, ele todos os meses
depositava parte dos seus lucros nessa mesma conta, queria que estivessem
protegidos para o futuro.
James se desesperava, pois não conseguia
emprego. Um dia foi levar os meninos na
escola, quando começava o curso, viu um sujeito passando drogas aos maiores.
Foi reclamar com o policia que estava ali
por perto, o mesmo disse que não tinha visto nada, ele no dia seguinte depois
de deixar os garotos, se escondeu, começou a fazer fotos. Levou a delegacia, pediu para falar com o
chefe.
Levou duas horas esperando, quando
conseguiu finalmente, contou o que tinha visto, mostrou as fotos, viu que o
homem ficava branco, um dos garotos a comprar drogas era seu filho.
Perguntou como tinha desconfiado, ele
contou que tinha sido inspetor em San Francisco, depois xerife numa cidade do
interior. Já deixei inclusive curriculum
aqui, mas nunca me chamaram.
Ele chamou um ajudante, que lhe trouxe o
curriculum.
Ele tinha feito inclusive foto do policial,
recebendo dinheiro do traficante.
Foi contratado, fez uma redada prendendo o
traficante, bem como o policial, recebendo dinheiro. Falou com a diretora,
colocaram um policial, com um cachorro na porta da escola, se algum aluno
entrava com drogas, saberiam.
O filho do inspetor chefe, foi mandado para
um internato, pois era um garoto complicado.
Ele agora tinha um emprego, estava
orgulhoso disso. Agora tocava o Tom ir
levar, buscar os garotos.
Todos sabiam que tinham dois pais, ele
ajudou a escola a pagar um professor de natação, os garotos competiam entre
eles, o pequeno era veloz, apesar de estar começando a esticar, os dois tinham
um largo caminho pela frente para recuperar essa infância, mal alimentada.
A diretora, apesar da parte interessada,
ficou amiga deles, comentava sempre algum problema de algum aluno, o que
acontecia, mas sempre com a ideia de ajudar as pessoas.
Ele criou um fundo para isso.
Quando Pri e Rob, resolveram fechar o local,
estavam cansados, vieram passar uma temporada com eles, os meninos riam muito,
os chamavam de tios. Pri, os ensinou a
falar bem, estavam estudando uma obra de Shakespeare, os ensinava quem era os
personagens.
Rob, não podia ficar quieto, passava os dias
procurando um local para fazer um pequeno restaurante, queria uma coisa que ele
pudesse estar na cozinha, alguém fora atendendo.
Mas nos finais de semana, comprou uma
churrasqueira, fazia uma festa na casa deles.
Quando a diretora soube que o Pri estava
ensinando os meninos a lerem direito o texto, lhes explicando, o contratou para
ser professor de teatro. Isso para ele
era o máximo, isso me faltou na minha infância.
Eles faziam uma coisa, na verdade não
sabiam a data exata do nascimento dos dois, faziam uma festa de aniversário
juntos. Alugaram um lugar, Pri fez uma
bela churrascada, preparou comida para os colegas dos meninos, bem como os
professores, a diretora.
A festa durou o dia inteiro.
No dia seguinte apareceu a Geraldine, que
não tinha podido vir antes.
Queria conversar com ele, ele tinha na
sociedade dos dois, uma pequena participação, ela tinha recebido um oferta pela
empresa. De um grupo justamente que ela tinha treinado o pessoal.
Tinha ao mesmo tempo, recebido um convite
da Escola de comercio de Paris, para dar aulas, com uma visão mais americana de
negócios.
Ele concordou com ela, esse dinheiro de sua
parte, ele resolveu investir em alguma coisa, ficaram conversando a respeito.
Geraldine, foi para Paris, acabou
finalmente casado com um homem que tinha muitos negócios de marcas de
moda. Começou trabalhando para ele, era
viúvo, acabou casando com ele.
O restaurante do Rob, fazia sucesso, lhe
ofereciam para abrir outros, mas ele se negava, tinham comprado uma casa, que
fazia traseira com a dos dois, derrubaram o muro, fizeram uma piscina, bem como
uma área para o churrascos. Os meninos,
que estavam crescendo como loucos, nunca seriam gordos, mas sim altos, fibrosos.
O maior começou a imaginar o que gostaria
de estudar, o pequeno claro queria ser policial como o James.
Nenhum dos dois tentava influenciar em
nada, James agora era o chefe da delegacia, o pessoal da região adorava como
trabalhava.
Todo mundo sabia que os dois viviam juntos,
quando saiu o casamento gay, fizeram uma grande festa, Geraldine veio com o
marido, claro o bufete foi do restaurante do Rob.
Ele tinha se associado ao construtor, agora
se divertia, comprando casas em mal estado, reformando a mesmas para vender em
seguida.
O construtor ria, pois uma parte sempre ia
para o fideicomisso dos meninos.
Ficaram supresso, quando o mais velho,
resolveu fazer medicina, queria ser pediatra, como o que tinha cuidado deles,
os garotos precisam de proteção como ele dizia.
Já o pequeno, ria muito, dizia que lhe
faltavam dois anos para acabar os estudos.
Queriam sim sempre estar na piscina.
Ficaram surpreso, quando ele ganhou seu
primeiro campeonato, tinha agora um corpo estupendo. Adorava saltar do trampolim, o professor
dizia que tinha possibilidades, eles já tinham uma certa idade, quando foram a
uns jogos Olímpicos, com os amigos, para o verem participar. Mas claro, entre isso, estudar, ele resolveu
fazer administração, os dois já tinham direito ao seu fideicomisso, dizia que o
irmão não se importava com nada. Mas se ele queria ter uma clínica infantil,
alguém tinha que administrar isso.
Era o que mais verbalizava as coisas, ainda
pensei em fazer medicina, mas não gosto, gosto de números. Se não vou administrar a sua futura clínica,
ele jogara todo dinheiro pela janela.
Quando finalmente depois de trabalhar em
urgência infantil do hospital aonde estudava, analisou com seus pais, como
montar uma clínica.
Os dois foram francos, Tom disse que sempre
tinha sonhado em colocar seu dinheiro em alguma coisa, tinham visto um lugar,
uma mansão ali no centro, que caia aos pedaços, desenvolveram o projeto com um
especialista, com lugar para estacionamento, urgência pediátrica, tudo
estudaram juntos. Quando ficou pronto,
as pessoas se surpreenderam, uma parte era dedicada a pessoas que não tinha
seguro médico, podia levar ali seus filhos sem problemas, se fossem emigrantes
também.
Eles podia contemplar o que os dois faziam.
Finalmente, desfrutavam da vida, tinham agora
uma casa na praia para o verão, aonde ficavam sempre.
Um dia perguntou ao Pri, se não sentia
falta de ser uma Drag Queen, esse riu muito, a culpa tinha minha mãe, queria
uma filha, então me vestia de menina quando era pequeno.
Graças a deus e ao Rob, comecei a ir a um
psicólogo, que me fez entender tudo isso, agora desfruto, isso de dar aulas de
teatro. Quando aparece um garoto com
problemas de identidade, posso ajudar, acabou fazendo um curso de psicologia,
dizia que assim se sentia mais completo, ajudando os garotos, Rob dizia que
ajudava alimentando.
Podia ter uma cadeia de restaurantes, mas
adorava seu pequeno, que era conhecido por todos.
Nunca trabalhavam domingo, era um dia de
reunião, da família.
Um dia, levaram uma surpresa, o pequeno,
como sempre o chamariam, lhes disse que tinha se apaixonado, levaram uma
surpresa, por um dos médicos da clínica.
O maior já estava casado com dois filhos.
Eram avôs, ele agora todos seus lucros eram
para o fideicomisso dos seus netos.
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