MATCH
Eram todos alunos de matemática pura da
universidade de Los Angeles, tinham feito um desafio entre eles de irem a Las
Vegas, cada um a um casino, para ver quem ganhava mais.
Joe, era o aluno estrela da universidade, a
princípio não topou, nunca tinha jogado em sua vida, era de uma família super
estrita, ir à universidade já foi um acontecimento, pois conseguiu com bolsa de
estudos, assim se livrou de sua família.
Mas tinha tão interiorizado a maneira como
viviam, que era difícil. Olhava seus
pais, pensava como pude ser tão diferente deles, primeiro que eram morenos, baixinhos,
com cara de mexicano, embora não o fossem.
Ele ao contrário, era loiro, de olhos
azuis, quase 1,90 de altura, a única coisa que lhe permitiam em termos de
esporte era natação. Então ele se
deliciava, ali se sentia livre.
Na semana antes, se reuniram todos,
praticando, foi quando ele aprendeu o manejo do poker, da roleta, usavam uma
dessas de brinquedo para treinar, ele no princípio só observava, mas ganhava
sempre. Era uma pessoa desconfiada, a
maioria estava ali, ou com bolsas, ou porque tinham uma família estável, com
posses.
Sua preocupação não era o curso em si, mas
o que viria depois, olhava para o futuro, sem saber em que se pegar, não
gostava da ideia de ser professor, tinha sido sondado, para fazer sua pós-graduação
no MIT, mas nem isso queria pensar, as vezes isso lhe cansava.
Os outros sim pareciam ter uma ideia do que
queriam da vida.
Ria as vezes, pensando, que gostaria de
fazer alguma coisa completamente diferente.
Se imaginava em NYC, ou mesmo na Europa,
pensar em voltar para casa, seria um absurdo, tinha tido uma revelação antes de
ir embora, a que considerava sua mãe, lhe entregou uns documentos, ele sempre
tinha se passado disso, foi quando descobriu que eles não eram seus pais, sim
seus avôs, sua mãe na mesma idade tinha fugido de casa, ido para Los Angeles,
para ser artista de cinema, voltou com uma barriga monstruosa, lhe pariu, disse
que não sabia quem era o pai. Dois dias
depois desapareceu outra vez.
Os velhos o criaram, afinal no fundo era
descendente deles, mas seu pai ou avô, nunca se aproximava muito, ele tinha
inveja dos amigos, que os pais iam levar a escola, ele não já ia sozinho desde
pequeno, tinha aprendido a se defender logo cedo, pois claro o bullying comia
feio.
Foi a única coisa que o velho se
preocupou. No dia que ia embarcar no
ônibus que passava na cidade, uma velha cidade perdida no Arizona, o mesmo
estendeu um envelope, eram as economias que tinham.
Aguentou dias de ônibus, até chegar a Los
Angeles, foi a universidade, aonde lhe destinaram um quarto, num edifício aonde
ficavam os que tinham bolsa de estudos.
Ele deferia de todos, segundo o mais
próximo dele, seu companheiro de quarto, para os outros ele era um caipira.
Mas se fuderam, logo nas primeiras provas,
mostrou que era o mais inteligente, tirando as notas máximas, sem esforço
nenhum, aliás, Franco Altavilla, descendente de italianos, se matava de rir,
pois segundo ele, tinha passado os dias antes da prova, na biblioteca, lendo
jornais, em busca de emprego para a temporada de férias, assim poderia comprar
uma roupa melhor para si mesmo.
Para essa viagem Franco que tinha sua mesma
altura, lhe emprestou um casaco, uma gravata, para irem ao casino, teve que lhe
ensinar a fazer o nó da mesma, nunca tinha usado nenhuma.
O melhor situado financeiramente levou os
amigos de carro até Las Vegas, tinham combinado, que não ficariam juntos, nem
apareceriam em nenhum casino em grupo.
Ele ficou numa pensão, era o que podia
pagar, cada um ia por conta própria.
Franco lhe emprestou 100 dólares, para
começar a jogar.
Tinham feito um sorteio, a ele saiu o
casino das pessoas ricas, trocou com Franco, que tinha tirado o dos pobres, um
velho casino, que precisava urgentemente de uma reforma.
Entrou, pensando jogo, perco logo esses 100
dólares, estou livre desta besteira.
Se parou ao lado de uma mesa que era a
roleta, ficou prestando atenção, viu que o crupiê, disfarçadamente as vezes
fazia a bola parar. Entendeu o truque
que ele usava, fez uma coisa, esperou sua vez, colocou uma ficha, já sabia que
numero ia sair. Ganhou todas as fichas da mesa.
As duas vezes seguinte, sabia que o mesmo, apertaria o botão, o idiota
fazia isso inconscientemente. Depois
jogou no mesmo número, uma parte da ficha, quando chegou a metade da noite, já
tinha feito uma pilha na frente dele, se desinteressou rapidamente por tudo.
Foi até o caixa, trocou a ficha, tinha
ganho assim 10.000 dólares, olhou o relógio, sem querer tinha enfiado no bolso
uma fichas, pediu um cheque, devolveria o dinheiro do Franco, teria dinheiro
para as férias inteira.
Ficou observando os velhos jogarem como
loucos, o pouco que tinham nas maquinas. Em cima delas existia um cartaz,
falando num premio gordo de 15.000 dólares.
Contou as fichas que tinha na mão, procurou
uma que ninguém queria jogar, uma senhora ao lado dele, disse que um sujeito
antes tinha tirado um bom dinheiro nela, deve estar vazia.
Observou como ela fazia, entendeu como
funcionava a máquina, jogou a primeira ficha, em seguida, ganhou alguma coisa,
jogou de novo, quando estava para a última jogada que tinha direito, a maquina
começou a tremer, fazer ruido, a velha ria mais do que ele, que não entendia
merda nenhuma, logo se aproximaram pessoas do casino, ele tinha ganhado o
prêmio gordo.
Ficou como um bobo, explicou ao homem que
comandava os outros do casino, que nunca tinha jogado, tinham lhe sobrado
fichas no bolso, resolveu experimentar, ainda comentou, vi esses senhores
felizes, se divertindo, pensei por que não?
O levaram até o caixa, ele pediu outro
cheque. Ainda soltou, assim não vou precisar trabalhar nas férias.
Mas ficou quieto, no dia seguinte iam se
encontrar para comentar a noite, ele foi ao banco aonde recebia o dinheiro da
bolsa, depositou os dois cheques, ficando com uma parte pequena, foi se
encontrar com os amigos, tinham combinado fora do centro da cidade.
Um bar, ao lado do posto de gasolina.
Entregou o dinheiro ao Franco, que soltou,
ganhei alguma coisa, mas fiquei nervoso, pois tinha um sujeito atrás de mim com
pinta de mafioso, que me vigiava o tempo todo.
Cada um contava o que tinha ganhado, quem
tinha se saído bem, era o que tinha ido ao casino mais famoso. Mas como tu, chegou uma hora, que tinha dois
me vigiando, creio que é para nos deixar nervosos.
Fizeram a troca de casino, a ele de novo
tocou aonde tinha ido o Franco, ninguém queria ir, queriam os melhores.
Ele fez uma coisa, foi a uma loja ali
perto, comprou um traje como tinha visto as pessoas usarem, mas escolheu um que
poderia usar futuramente para pedir um emprego.
Até um perfume, não muito caro comprou, nunca tinha usado na vida, via
os amigos sempre cheirosos.
Se deu ao luxo de ir a um barbeiro, entrou
em um, que todos olharam para ele, ali só tinham negros, a ele isso lhe dava
igual.
Pediu um corte moderno, seus cabelos eram
mal cuidados, champô barato que se usava em casa.
O homem fez um serviço completo, quando se
olhou no espelho, nem se reconheceu, pagou, dando uma gorjeta ao homem, se o
senhor vivesse em Los Angeles seria seu cliente.
Espera, meu filho tem uma barbearia lá, lhe
deu o cartão.
Saiu dizendo bom dia para todo mundo. Ainda escutou um comentário, se vê que foi
bem educado. Isso era uma coisa que
não podia negar, sua avó podia não ter muita cultura, mas as regras básicas de
educação, lhe tinha ensinado.
Foi ao tal casino, não tinha nada a ver com
o do dia anterior, andou por toda sala de jogo, viu uma de cartas, ficou um
momento prestando atenção, viu que a crupiê, fazia trampas.
Quando se sentou, ajudou primeiro uma
senhora se sentar ao lado dele, ela agradeceu, disse sorrindo, ela faz sempre
trampa com a segunda carta.
Isso ele sabia, agradeceu, uma hora depois
trocaram a mulher, sentiu que tinha um homem atrás dele, seguiu jogando, até
ter um monte de ficha na sua frente, ainda deu algumas para a senhora.
Sou principiante, creio que isso me dá
sorte.
Nem tinha ideia de quanto tinha tirado ali.
Foi ao caixa, mandou trocar uma boa parte por um cheque, como tinha feito no
dia anterior, tinha ganhado menos, a mulher ainda comentou, deste pelo visto,
fichas que valem mais a senhora.
As delas tinham acabado.
Que nada, essa mulher é riquíssima.
Enfiou o cheque em sua carteira, depois foi
se sentar na mesa da roleta, a mulher estava lá outra vez, fez sinal para ele
sentar ao seu lado.
Mas ele primeiro observou se o crupiê fazia
alguma trampa. Só depois jogou, fez um
calculo mental, colocou uma ficha de valor alto, no número que tinha aparecido
em sua cabeça, a velha esperou, quando disseram que fechavam o jogo, colocou
junto com ele.
Ganharam, foi assim durante muito tempo,
ela separou o mesmo valor em ficha que ele tinha lhe dado na outra mesa,
Foram os dois ao caixa, ela se apresentou Madame
Rockfeller, ele achou engraçado.
Lhe perguntou dessa família Rockfeller?
Mais ou menos, sou a ovelha negra da
família, riu quando ele pediu um talão para o banco, o convidou em seguida,
para tomar um drink com ela.
Estou hospedada aqui no hotel, numa suíte,
estava de saco cheio de NYC, foi contando sua vida para ele.
Que a tinham casado muito jovem, tinha tido
filhos, alguns tinha perdido na vida, agora era viúva, querem me colocar numa
jaula de ouro. Explicou que a queriam
mandar para uma dessas casas de judeus ricos, perto de Miami, mas me recuso,
pois nesses lugares, não se pode jogar.
Ria muito, estou procurando uma aqui.
Ele a acompanhou ao elevador, ela lhe disse
baixinho cuidado com esses cheques, são ao portador, qualquer um pode te
roubar, vá ao banheiro, enfiem entre a meia e o sapato.
Foi o que ele fez, ela tinha razão, mal
saiu, viu dois homens o seguindo, tinha visto a cara deles ao lado da mesa da
roleta, não tinham jogado.
Muito esperto, parou ao lado de um
policial, falou com ele, viu que os homens pararam, voltaram para trás, o
policial parou um taxi, ele não ia longe, mas deu a direção de outro casino.
Trocou 100 dólares em fichas, mas foi para
o que não tinha feito nessa noite, se relaxar, como dizia ao jogar nas
maquinas.
Logo estava ganhando, as pessoas mais
velhas se aglomeravam em sua volta, ao seu lado tinha uma senhora, de idade
indefinida, disse que não tinha tido sorte, estava sentada na máquina, ele fez
uma coisa, a fez sentar-se colocou a mão na máquina deu uma palmada na mesma,
agora vais ganhar, dito e feito, a senhora acabou ganhando um bom dinheiro, ria
feliz.
Ele tinha ganho um bom dinheiro, fez a
mesma coisa, pediu um cheque.
Foi ao banheiro fez a mesma coisa, enfiou o
cheque dobrado dentro do sapato.
No dia seguinte, fez a mesma coisa, foi ao
banco depositar. O rapaz, soltou, vejo
que estas com sorte.
Os amigos, elogiaram sua mudança de
aspecto, porque nós, parecem que todos nos reconhecem, ele entendeu, pois nos
dois cassinos, tinham falado para ele das senhoras, que eram habituais, se
pedissem teriam lhe dado toda a ficha das mesmas.
Nesse dia, saiu com o Franco, iriam
descansar, foram de compras, esse só queria comprar roupa de marca, disse
quanto tinha ganhado, tenho que aprender a não ficar nervoso, quando esses
homens ficam atrás de mim.
Pois eu consigo me relaxar, coloco na minha
cabeça que estão me protegendo, contou o que a senhora lhe tinha dito, sobre
como guardar o dinheiro no sapato.
Realmente soltou Franco, fui seguido, mas
como tomei um taxi, o mesmo inclusive me ofereceu cocaína, mas estou fora
disso.
Franco comprou uma roupa fantástica,
andaram mais um pouco, ele viu uma roupa parecida, mas em oferta, se matou de
rir da cara do Franco, um senhor os convidou para entrar, estou liquidando, vou
me aposentar. Os levou até atrás da
loja, tinha uma igual ao do Franco, ele voltou correndo aonde tinha comprado,
pagando de novo um terço do preço.
Ele foi mais inteligente, pediu uma roupa
que chamasse atenção, que ficasse completamente diferente do que era.
O homem lhe mostrou uma, essa é de um
costureiro francês, nunca ninguém se atreveu a comprar, provam, mas se
assustam, pois ficam completamente diferente.
Franco soltou que ele estava planejando
alguma coisa.
Não disse nada, foi no outro dia á
barbearia, o homem riu, aqui de novo, mostrou uma foto no celular novo que
tinha da roupa, vou usar isso esta noite, quero estar diferente, o que faço.
Ontem fiquei tentado a fazer uma mudança
radical em ti, se me permite, tingiu o cabelo dele de mais claro, o cortou
quase rente a cabeça, lhe mostrou um bigode postiço, muito parecido com a cor
nova.
Era outra pessoa sem dúvida nenhuma.
No encontro com o pessoal, todos riram, ele
disse o truque é esse, descobrir que quando ganhas, todos os casinos, mandam
tua foto para os outros, eles tem câmeras de vigilância, é fácil, então o
truque e mudar de cara.
Os levou a barbearia, no principio
reclamaram por ser um lugar de negros, só Franco riu, ele usava cabelos
compridos, os outros ficaram olhando o que o senhor fez com ele.
Fez um corte moderno, lhe arrumou as
sobrancelhas, fez umas mechas em seu cabelo.
Era outro, todos quiseram, quando saíram
todos obrigados por ele, pagaram como ainda lhe deram uma boa gorjeta, se
despediu do homem lhe estendendo a mão, pode avisar seu filho que irei
visita-lo.
Nessa noite lhe tocou o cassino, da alta
sociedade, se vestiu, limpou bem os sapatos, tomou um taxi, não era longe, mas
disse ao motorista, que fizesse uma viagem maior, como se ele viesse do bairro
chique da cidade.
Desceu do taxi, agradeceu, lhe deu uma
gorjeta.
Todos lhe diziam boa noite, o chamavam de
senhor, trocou mil dólares em fichas, primeiro deu um passeio, viu que todos o
observavam, entendia que a aparência era tudo, se lembrou como tinha chegado a
Los Angeles, só lhe faltavam um cavalo, esporas, chapéu de cowboy.
Tinham rido muito a suas custas, como
sempre na vida.
Sentou-se primeiro na mesa de bacará,
prestou atenção se faziam trampas, não se percebia, viu que ao seu lado se
sentava alguém, reconheceu o perfume, se virou, madame Rockfeller.
Como sabia?
Ele sorrindo disse, pelo seu perfume, entre
os dois arrasaram com a mesa.
Depois foram para a roleta, imediatamente
trocaram de crupiê, ele entendeu, sorriu para ela, estão com medo de nós. Se
levantaram pediram desculpas, iam descansar um pouco.
Ele trocou o dinheiro que tinha ganho, só
ficando com o mesmo que tinha entrado, o cheque ele foi ao banheiro que tinha
no bar, enfiou dentro da meia.
Só então voltaram a mesma mesa, esperaram
alguém desistir, o crupiê os cumprimentou, um disse que ninguém tinha ganhado
ainda, ele do bar tinha visto o que o homem fazia, se levantou, foi até um
segurança, quero que tirem esse pedal que ele tem embaixo da mesa, senão
denuncio o casino. Os levaram até outra
mesa, mas primeiro ele examinou se não tinha nenhum truque o chefe da segurança
apareceu.
Madame Rockfeller, tinha aproveitado para
fazer uma bela confusão, como um casino que ela recomendava sempre podia fazer
isso, enganar o cliente.
Na hora que se sentaram, o crupiê estava
nervoso, ele jogou, ficou prestando atenção ganhou, madame ficou só como
acompanhante, quero ver tua cara, como fazes, depois ria, tua cara é imutável,
limpou a mesa.
Saíram os dois rindo, ela viu a senhora que
ele tinha ajudado, foi falar com ela, depois comentava, é riquíssima, vêm para
cá nessa época para escapar dos filhos. Se um dia fores a NYC, lhe estendeu um
cartão, me procure.
Ele como sempre foi ao caixa, o chefe da
segurança, lhe agradeceu, não fazer mais escândalo do que ela.
Disse seu nome, era um homem muito bonito,
quando se olhou no espelho ao seu lado, se parecia com ele.
Podíamos ser pai e filho.
Ele foi honesto, não sei quem é meu pai,
minha mãe voltou com uma barriga imensa para casa, depois desapareceu
novamente.
Este o acompanhou até a porta, ele beijou
as senhoras que foram juntas para o mesmo hotel, ele foi para o seu, fez as
quantas quanto tinha ganhado.
Foi ao banco logo cedo, o rapaz do caixa,
hoje de manhã, os que vieram do casino falaram muito de ti, o que gosto é dessa
mudança de figura, ah se eu tivesse dinheiro.
Lhe entregou um cartão que tinha da barbearia, se não tens preconceito
de cor, procure esse homem, é uma raridade, mudou o aspecto de todos meus
amigos.
Foram a viagem inteira, fazendo contas do
que tinham ganhado, mas o que tinha ganhado mais, nem chegava aos pés do que
ele tinha tirado, por isso, resolveu dizer por baixo.
Voltou ao seu quarto com o Franco, soltou
rindo na porta, lar doce lar.
Depois foi ao banco, o dinheiro já estava
transferido, telefonou para sua avó, perguntou o banco aonde tinham conta. Ela riu muito, nunca tivemos conta em banco,
o dinheiro não chega.
Pediu um banco da cidade, ela disse, eles
vão avisar a senhora, estou mandando um dinheiro.
Mandou três vezes mais do que lhe tinham
dado.
Quando falou com ela, essa ria, vou
aproveitar, fazer uma reforma na casa, que era velha. Teu avô perguntou se
tinhas assaltado um banco.
Foi um trabalho que fiz avó, anotou o
número do meu celular. Qualquer coisa me
chame.
Ficou pensando o que fazer com o dinheiro,
o primeiro foi comprar roupas simples para ir as aulas.
Um dia estava provando uma roupa, numa
loja, entrou um homem com uma câmera fotográfica.
Pediu licença, se apresentou, sou
representante de artistas.
Pediu o número do seu celular, foram tomar
um café, fez um inquérito sobre ele.
Dias depois lhe mandou por correio um
texto, disse o que tinha que ler.
Ele nesse dia tinha ido ao banco, conversou
com o gerente, de como administrar esse dinheiro ganho, não quero ficar inverter,
em ações, pois me obrigaria a acompanhar, quero coisa segura. Foi o que fez.
Quando chegou, Franco ria, era um envelope
de uma produtora famosa,
Ele leu o texto, uma duas, até quatro
vezes, já o tinha na cabeça, mas claro era só uma folha não sabia do que se
tratava.
Uma coisa ele sempre tinha odiado, eram
esses filmes de personagens canastrões.
Foi a hora marcada, falou isso claramente
ao Joe Mark, odeio esse tipo de filme, bem como personagens, não sou um tonto
atrás de um estrelado. Seu eu gostar do
texto, do personagem pode ser que faça, caso contrário é perda de tempo.
Na verdade verás, o diretor é um dos
famosos, caiu em desgraça, por um escândalo de drogas, esse filme é sério.
Entrou o homem fez um sinal ao Joe, o
mandou se colocar em cima de um fundo infinito, lhe deram outra cópia do texto,
ele disse que o sabia.
Fez o que o homem pediu. Depois disse se podia repetir, tinha
percebido que o personagem tinham uma raiva contida, isso ele tinha as vezes
dentro dele, por ter sido enganado tanto tempo, que tivessem escondido que era
neto deles, não filho.
Fez o texto novamente, mas olhando
fixamente a câmera.
Ok disse o diretor, diga ao teu agente,
para discutir o valor do contrato.
Não tenho agente, mas antes de mais nada,
tenho que ler o texto inteiro, para ver se me interessa.
A cara do diretor era ótima.
Soltou, o que tinha falado com o Joe, que
se negava fazer tipo de idiota, por ter alguma estampa, só faria se o texto
fosse uma coisa séria, não preciso de dinheiro.
Eres filhinho de papai por acaso, soltou o
diretor?
Não senhor, sou um estudante de matemática
pura, que nem sabe quem são seus pais, estudo com bolsa de estudo.
O homem mudou, mandou dar um texto para
ele.
Ele se virou para o Joe, tu devias ser meu
agente, não tenho experiencia, mas te aviso daqui um mês voltam minhas aulas,
não penso em perder nenhuma, portanto, não quero perder tempo.
O diretor tinha escutado. Esse é dos meus.
Leu o texto, o personagem era um rapaz como
ele, com boa aparência, que a família quer explorar, pois está arruinada, acaba
se tornando um assassino.
Leu varias vezes o texto, encontrava algum
buraco, analisava o mesmo, escrevia num papel, que prendia ao original.
Telefonou para a secretária do diretor, foi
divertido, marcou com ele essa mesma tarde.
O senhor me desculpe, li o texto inteiro,
gosto, mas existem esses buracos no personagem, que o fazem ficar meio vazio.
A cara do homem era impressionante, leu
tudo que ele tinha escrito.
Bom, amanhã vou te buscar, vais conhecer o
próprio.
O texto tinha sido escrito por um homem que
estava no presidio. Realmente eram muito
parecidos, conversou com ele, sobre os buracos que tinha encontrado no texto.
O mesmo ficou olhando para ele, como ele
tinha percebido isso?
Imagino que alguma coisa se passou, veja,
começou a ler o texto, evidentemente alguma coisa aconteceu aqui.
Sim fui abusado no banheiro do presidio por
cinco homens.
Pois eu acho essa cena crucial, para
entender por que te transforma. O
diretor do lado só concordavam. Depois
uma cena mais adiante, veja, aqui, de novo, algo aconteceu, para que comeces a
escrever.
Ele sorriu, eu conheci alguém aqui dentro,
que me cuida, comparto com ele a cela, ele me incentivou a escrever, estudos eu
tinha, pois fiz universidade.
Pois tens que ter isso no texto, preciso
saber como sentir as cenas.
O homem ria, se estivesse aí fora, ia me
apaixonar por ti.
A diferença, era que seus olhos eram azuis
do homem verdes, bem como seus cabelos mais vermelhos. Tirou com o celular uma foto dele.
Marcaram dois dias depois no presidio de
novo.
O texto tinha mudado muito era mais cru.
Seria rodado em NYC, mas antes ele fez uma
coisa, foi a barbearia do filho do homem de Las Vegas, esse ria, meu pai, falou
que ias aparecer. Era um negro alto
como ele, mostrou a foto, queria ficar o mais parecido a esse homem.
Explicou por que, no dia seguinte foi a uma
prova de vestiário, com sua nova cara.
O diretor se matou de rir.
Franco não estava, tinha ido para casa de
férias.
Só o avisou que chegaria dois dias atrasado
para as aulas.
Foi ao presidio antes, o outro batia
palmas, estas idêntico, vamos trocar.
Foi para NYC, quando chegou já sabia
basicamente o texto inteiro. Foi fácil
filmar, o diretor avisou, o ator principal, tem problemas de tempo, tem que
voltar dia tal, para as aulas da universidade, alguns riram, mas quando o viram
trabalhar, o duro que dava.
Foi um dia com o diretor, a uma entrevista,
sempre se falava um pouco nisso, no meio da entrevista, houve uma chamada, era
Madame Rockfeller, como ele se atrevia chegar à cidade não a chamar.
No dia seguinte ela foi com a amiga a gravação,
as duas o elogiavam, nasce uma estrela.
Ainda perguntaram ao diretor, se ele
precisava dinheiro para a produção, se ele trabalhava era que ia dar certo.
Teve que contar ao mesmo a história de Las
Vegas, eu trocava de personagem cada dia, mas ela foi a única que percebeu.
No último dia de gravação, estava nervoso
tinha perdido dois dias de aulas.
Nessa noite elas lhe ofereciam uma festa,
ele não tinha roupa, foi com uma do começo da filmagem emprestada, nunca a
devolveu.
O diretor foi junto, saiam no outro dia, em
todos os jornais, na coluna social, ele ria a bessa.
Quando chegou a Los Angeles, num voo
especial, os amigos riam com ele, não se pode deixar esse sozinho.
Queriam fazer uma festa, mas ele já estava,
mergulhado nos livros, das aulas que tinha perdido, fazendo anotações a parte.
O dinheiro que ganhou, foi para o banco
como sempre.
Dois dias depois foi ao presidio, falou com
o rapaz, se não queria que ele lhe arrumasse um bom advogado.
Nem pensar, eu realmente matei essa gente
que negociava com minha vida, como se fosse uma mercadoria, isso eu nunca pude
negar.
Sabes o número do meu celular, podes me
chamar sempre que precise.
Seguiu a rotina de aulas, quando Joe, lhe
apareceu com outro texto, disse que ia ler, mas que agora não podia parar as
aulas, disse que só o faria nas férias.
Disse que seus dez por cento o tinham
tirado de um aperto, ainda lhe sugeriu mudar de apartamento.
Ele disse que ali era perfeito para ele,
posso estudar, estou a dois passos da biblioteca, além de estar incluído na
bolsa de estudos.
Na sua mesa de estudos, foram aumentando o
número de textos que Joe trazia.
Nem os tocava, quando fez as provas, tirou
nota máxima, isso como dizia o Franco, o filho da puta não fica como a gente em
cima dos livros, diz que se o professor ensina direito ele aprende.
Só um que o professor era um idiota, não
lhe deu a nota máxima, isso porque ele tinha encontrado um erro na formulação
da pergunta. Foi falar com o diretor,
esse não quis lhe escutar, ligou para o Joe, pediu um advogado. Quando ele apareceu com um explicou a
situação, foram falar com o diretor, que quando o viu com um advogado, teve que
chamar o professor, se não muda minha nota, por uma burrice tua, moverei uma
ação contra a universidade, justo nessa época saia o filme, imagine com as
entrevista que eu tenho que dar, que eu fale do senhor, sempre tratava a todos respeitosamente.
O outro concordou em lhe fazer uma nova
prova, que ele tirou de letra, o outro ainda soltou, como sabias, isso é
matéria do ano que vem.
Claro ias tentar me passar a perna, aliás
nem preciso fazer esse curso o ano que vem, já o estudei todo.
Fez a prova do final do curso, tirou nota
máxima, o professor só o chamou de filho da puta.
Pronto estava basicamente adiantado um ano
na faculdade.
Joe se matava de rir, como fazer isso?
Sei lá está dentro da minha cabeça.
Tinha agora por diante um dilema, ou seguir
fazendo cinema, nem sempre seria como ele queria, ou seguir em frente com sua
carreira escolar.
Tinha possibilidade de ir estudar
matemática no MIT, NYC, em basicamente qualquer faculdade, mas a dúvida
persistia, o que seria depois, um professor, com um salário limitado, ou seguir
um outro caminho totalmente diferente.
Para organizar sua cabeça, foi falar pela primeira vez com um psicólogo.
Tinha imaginado ao mesmo tempo tentar
compaginar tudo isso. Mas claro era
complicado.
Só então, passou a ler todos os roteiros
que estavam em cima da mesa, foi selecionando, claro cada um cheio de
anotações.
Alguns ele lia, não sabia o papel que lhe
daria, analisava todos os personagens masculinos, a maioria ele não encaixava,
não tinha vivência do personagem.
Um dia soltou ao Joe, eu basicamente sou
uma pessoa virgem em muitas coisas.
O que lhe salvou, foi uma chamada de sua
avó, o velho estava mal, ela estava em apuros, para trata-lo sozinha. Tomou um avião para uma cidade mais perto,
alugou um jeep, foi até lá.
Chegou justamente nos último momentos
deste.
Lhe soltou na cara com seu mau humor
costumeiro, eu jamais imaginei que viesses até aqui, embora tenha nos mandado
dinheiro.
Quando ele morreu, ajudou a colocar tudo em
ordem, nos últimos anos, os impostos estavam atrasados, a convenceu de voltar
com ele, tentaria arrumar uma casa para viverem.
Ela tinha medo, nunca tinha saído dali, o
jeito, foi irem até a cidade mais perto, maior, procurar uma residência para
ela viver.
Vendeu tudo, colocou no banco para aplicar,
assim esse dinheiro pagaria seus gastos.
De uma certa maneira era a maneira dele
agradecer como o tinham criado.
Sua avó pensava que levava uma vida
luxuosa, mas mostrou fotos do lugar que vivia.
Agora Franco tinha ido viver com uma garota
que tinha conhecido, ele ficou sozinho no apartamento. colocou sim um quadro para poder estudar à
vontade os teoremas de matemática, buscar novos caminhos segundo ele.
O diretor do filme foi um dia até lá, a
porta estava semi aberta, entrou viu como ele estava totalmente isolado do
mundo, resolvendo uma questão de matemática pura, do curso de graduação, que
ainda ia fazer.
Depois ficou rindo, quando soube disso, te
trouxe um roteiro, veja se te interessa.
Era a história de um homem que ele sabia
quem era, tinha resolvido as questões de matemática que ele escrevia, pensava.
De um simples rapaz do povo, como ele,
tinha se tornado um matemático respeitado, vivia em Oxford, já nos finais de
seus dias.
Foi com ele até lá para conhece-lo, o
encontrou numa sala imensa, em que todas as paredes estavam tomadas, por um
quadro negro, vinha desenvolvendo um teorema.
Ele ficou ali sentado, foi até a primeira,
a ia fazendo mentalmente, o professor se sentou o ficou observando, ainda
faltava um pouco para o final, ele sem perceber, pegou o giz, seguiu
resolvendo, enquanto o mesmo fazia isso num caderno.
No final se abraçaram. Era como se tivesse encontrado seu lugar no
mundo.
Tinha lido o roteiro escrito pelo próprio,
ficaram conversando até altas horas da noite.
Mas se comparassem os dois, um era bonito,
no caso ele, o outro um homem acabado.
Mas quando o professor lhe mostrou a sua
fotografia quando jovem, numa universidade no Canadá, riu muito se pareciam.
Aceitou fazer o filme, lhe perguntou se
permitia que lhe fizesse perguntas, a respeito, bem como algumas correções no
texto.
Claro nunca fui bom, em outras coisas a não
ser em matemática, passou o resto da férias ali, discutindo com ele, tinha
encontrado um outro ser igual a ele.
Uma das perguntas tinha justamente a se
tinha dúvidas sobre o futuro.
O professor, lhe explicou, que quando tinha
a idade dele, sua preocupação era se iria ter o que comer em seguida, a fome
sempre me devorava, então se começava a estudar alguma coisa de matemática, ela
desaparecia. Até hoje tenho uma fome
imensa.
A primeira vez que pude me sentar no
restaurante da universidade, queria comer várias vezes, primeiro porque era
grátis, tive que aprender a controlar tudo isso.
Falaram sobre sexo. Esse contou que tinha tido uma paixão muito
camuflada pelo professor que o tinha descoberto, este vivia num casamento muito
complicado. Mas nunca tivemos nem
verbalizamos nada.
Depois não era com qualquer pessoa que eu
me sentia à vontade.
Ele entendia isso, como seria agora seu
problema, Franco basicamente não voltaria, lhe obrigariam a compartilhar seu
quarto. Nunca tinha entendido como se
tinha dado bem com Franco, pois eram o extremo oposto do outro.
Quando contou ao professor de sua aventura
em Las Vegas, esse disse que um dia tinha ido por um desafio a um casino em
Londres, frequentado pela alta sociedade, ganhei de todo mundo, isso que nunca
tinha jogado.
Inclusive numa mesa que era manipulada, eu
entendi rapidamente como o homem manejava tudo, ao final o mesmo estava
desesperado, já tinha usado todos seus truques, eu seguia ganhando.
Depois demonstrei aos que estavam ali, como
este os enganava.
Nunca mais me deixaram entrar, ganhei a
aposta.
Hoje sei que se fosse outra vez a Las
Vegas, seria seguido todo o tempo pelas pessoas, que me veriam como um famoso,
que vai jogar, preciso de concentração.
Meus amigos reclamavam que o pessoal do
casino prestando atenção os desconcentrava, eu ao contrário os ignorava.
Foi ao lançamento do filme em New York,
seguido de uma recepção organizada pela Madame Rockfeller, tirou um dia para se
dedicar a jogar com suas amigas, ganhou de todas, o dinheiro foi todo para
obras que as mesmas atendiam.
Ele seria candidato a um prêmio, viu como
era a festa numa imagem do Youtube, nem se imaginou indo, os amigos insistiam,
ele fez uma coisa, mandou para cada um uma roupa do personagem, bem como
convite, que deviam entrar todos ao mesmo tempo, se escondeu no meio da
multidão, foi a maior confusão, todos queriam saber qual deles era o ator.
Entenderam a emboscada, ele foi embora para
casa rindo muito.
Quando disse que não queria ninguém no
quarto, mostrou ao reitor como trabalhava, esse disse que não podia fazer nada.
Foi quando pensou, merda, estou tomando
espaço de outra pessoa, que quer a mesma oportunidade do que eu. Procurou um apartamento, mas todos que lhe
mostravam eram imensos, um dia foi com os amigos, Franco estava aprendendo fazer
surf.
Foram acabar em Venice Beach, enquanto
estavam na praia, saiu procurando uma casa, para viver, deu de cara com um
homem com cabelos brancos, colocando um cartaz para alugar.
A casa era do meu filho, eu vivo aqui ao
lado, ficou olhado para ele, mas é o matemático ator,
Ele se matou de rir com isso.
Contou o que lhe passava, andou pela casa,
já imaginando aonde colocaria o quadro negro, fechou negocio para com o homem,
lhe perguntou como iria dali para a universidade.
Ele o levou a sua garagem, ali tinha um
jeep, já não o uso mais pela idade, se me levas uma vez por semana no
supermercado, eu te empresto ou te vendo.
Quando os amigos lhe chamaram disse aonde
estavam. Eles adoraram o lugar, o arrastaram com o senhor para a praia, ele
adorou ver o homem, surfando.
Tenho que aprender pensou, ao mesmo tempo
que se distraia formulando uma imagem matemática das possibilidades das ondas.
Quando comentou, se mataram de rir dele,
deixe essa cabeça em paz, entre todos o ajudaram a se mudar.
Falava agora sempre com sua avó, estava
feliz aonde estava.
Fez o filme, sua dúvida persistia, passava
agora uma parte do tempo em Oxford, nas férias seguintes arrastou o professor,
com ele, para passar uns dias.
Ele adorou o lugar, aqui não faz frio. Fez
amizade com o dono da casa, os dois podiam conversar horas, ria dizendo que
tinha encontrado o homem de sua vida, já velho.
Foi convidado para dar aulas á pós
graduação em Los Angeles, durante um ano, acabou ficando para sempre.
Ele seguia com suas inquietudes, cada um
dos amigos, foi fazer uma coisa, Franco tinha aceitado um convite para a Nasa,
voltou um mês depois dizendo que aquilo era pior que um presidio, cheio de
regras, que não estava disposto, acabou aceitando dar aulas na universidade.
Ele seguiu seu trabalho com o professor, mas
os roteiro nunca lhe interessavam muito, sabia que se baseavam em sua figura.
Até que apareceu um jovem para lhe entregar
pessoalmente um roteiro.
Na hora não entendeu, quando o mesmo disse
que não era dele.
Descobriu depois que era do companheiro do
rapaz que tinha representado. Sabia que
o mesmo tinha se suicidado em prisão.
E aonde está esse homem?
Na esquina, o mandou buscar, esperava um
tipo daqueles que se veem nos filmes, cheio de tatuagem, a única coisa que este
tinha, era um brinco.
De uma certa maneira era um homem
másculo. Conversando com ele, contou que
seu companheiro de cela, tinha conseguido um bom advogado para ele, reabriram
meu caso, pois fui preso sem provas, mas sempre fui forte, por isso o protegia.
Hoje me arrependo de ter aceitado isso,
pois assim ele estaria vivo.
Se suicidou no mesmo dia que sai da prisão,
me disse que nunca olhasse para trás que seguisse em frente, tinha lido meu
texto, mandou te procurar.
Aonde estas hospedado?
Mas não escutou resposta, o rapaz tinha se
levantado, estava seguindo com o dedo um trabalho de matemática que ele estava
fazendo, sem querer fez o que ele faria, acabou o mesmo.
Adoro matemática, esse era meu passatempo
na prisão, contou que tinha sido preso nada mais sair do orfanato que vivia,
buscava desesperadamente uma chance, não podia ir à universidade, pois não
tinha seguido um curso para isso, tampouco me aceitaram no exercito por um
problema de tenho nos pés.
Então o jeito foi me prostituir, fui
encontrado desmaiado ao lado de uma pessoa morta. Alguém me golpeou, estava
realmente com esse homem, que era rico ao parecer, mas nem chegamos a fazer
nada.
Tens aonde ficar?
Estou num albergue com o dinheiro que me
deram na prisão.
Ficas aqui, tenho um quarto que uso quando
vem os amigos. Começaram a falar de matemática, viu que a cabeça do rapaz era
excelente, tinha alguns anos mais do que ele, chamou o professor que estava
vivendo com o vizinho.
Lhe contou a história, este o tomou sobre
seu cuidado.
Bert Smith, agora tinha dois padrinhos
forte, ele passou o texto ao diretor de cinema com quem gostava de trabalhar,
esse vinha de vez em quando, se sentavam estudavam o texto, ele ia embora.
Um Bert lhe disse, ainda não percebeste que
esse homem te ama.
Ufa meu amigo, essas coisas não se me dão
bem, eu prezo minha solidão para estudar, embora ainda não saiba aonde me
meter, mostrou uma pilha de textos empilhados num canto da sala, recebo uma
série de textos, a grande maioria quer explorar, o que acham que sou, um rapaz
com estampa, mas não necessito disso para viver.
Sei que alguns dariam a vida para serem
atores de cinema, mas não é o meu caso.
Fiz esses filmes porque significavam alguma
coisa para mim.
Foram ver o copião do filme que ele fazia o
papel do professor quando jovem, conseguia passar a confusão que o mesmo tinha,
que no fundo era a dele, essa coisa da matemática em sua cabeça.
O filme foi considerado de culto, nada mais
ao sair no mercado. Ele arrastava o
professor com ele, para as entrevistas.
Quando lhe perguntava o que viria em
seguida, se escudava em dizer, não sei.
Quando o grupo apareceu, Bert se tornou
mais um deles.
Estavam um dia todos diante de um quadro
negro na sala, chovia, o professor os desafiava a encontrar a solução, nenhum
sabia, era um teorema que ele estava desenvolvendo, Bert num impulso, se
levantou, foi até um ponto empacou, ele tinha visto aonde tinha errado, mas lhe
deu a chance de encontrar o erro, só lhe disse, volte atrás, refaça mentalmente
a trajetória.
As vezes Bert ficava nervoso, me acostumei
aos abraços do meu companheiro, era o que ele queria abraços apertados.
Se ofereceu, não sou dado a isto, mas pode
me abraçar, quando viram estavam na cama. Se sentiu em paz, depois que
terminaram.
Agora algumas noites Bert vinha dormir com
ele, as vezes não queria sexo, só dormir abraçado, ele tampouco precisava de
sexo.
O mais interessante, era que ele
acompanhava o professor nas aulas de pós-graduação sem ter feito universidade.
Ele insistiu, ele teve que fazer muitas
provas, na primeira vez ficou nervoso, esqueça tudo que esta em tua volta,
mergulhe no que sabes, assim pode conseguir uma classificação, acompanhar as
aulas da universidade, era o melhor aluno do Franco.
Este dizia, esse homem te ama,
profundamente, pois o aceitaste com todo seu passado.
Franco, quem não tem passado.
Ele se matava de rir, tu, que sempre foste
um cara muito discreto.
Franco tinha tentado vários tipos de
relacionamento, mas tampouco dava certo.
Os anos foram passando, ele já tinha várias
pós-graduações, mas nunca se dava por contente.
Filmes nenhum mais.
No momento que seu amigo diretor descobriu
que tinha um relacionamento com o Bert, desapareceu.
Sem se dar conta, começou a escrever,
histórias que vinham a sua cabeça, sem saber como, foi fazer um curso de
escritura.
Imaginou a história de sua mãe, sem saber por
que voltou a Las Vegas, foi ao casino procurar o chefe de segurança, esse o
reconheceu, lhe disse rindo, meu filho.
Perguntou aonde ele tinha morado antes.
Foi dizendo os lugares, inclusive Los
Angeles, depois entrei para a Marinha durante um tempo, quando sai vim para cá.
Perguntou se ele se incomodava de fazer um
teste de paternidade.
Sem problemas nenhum, eres como o filho
pequeno que tenho, no dia que foram fazer o teste, conheceu o rapaz, que disse
que o tinha visto no cinema.
Não era seu pai, mas lhe encantava a cabeça
do rapaz, perguntou o que gostava de estudar, começou a rir quando ele disse
que matemática.
Mas por tua causa, vi o filme, fiquei
interessado.
Como o senhor vai fazer para ele ir à
universidade?
Queres saber se tenho dinheiro para isso,
verdade, não vivo do meu salário, nunca fui bom jogador, por isso nunca tentei
a sorte, ao mesmo tempo sou homem de confiança do chefe, mas não quero favores,
ele tem fortes vínculos com a Máfia.
Se quiser posso tomar conta de teu filho,
ele viveria no meio de gente que ama a matemática.
Tirou uns dias de férias, veio com o filho,
ficou bobo como ele se enturmou com os outros.
Um deles, tinha filho, dizia que o garoto
tinha saído a mãe, odiava a matemática.
O menino Carl se encontrou como um peixe
num aquário, cheio de matemáticos.
Acabou ficando, como Bert na verdade vivia
no seu quarto, explicou isso ao pai, mas ele disse que para ele isso não era
problema, assinou um documento, que o rapaz ficava com ele.
Logo o colocou no colégio da universidade,
ele ia com eles todos os dias, em pouco tempo era o melhor aluno de lá. Depois passou a ser aluno do Franco, que
dizia que pelo menos ele lhe mandava alunos inteligentes.
Pois a grande maioria nem sabia o que
estava fazendo la.
Ele seguia administrando todo dinheiro que
tinha.
Nem as crises lhe pegavam de calças curtas
como dizia o diretor do banco, pois ele investia no seguro, nada de aventuras.
Quando Bert se formou na sua pós-graduação,
com louvor, lhe agradeceu a oportunidade, nessa noite lhe disse que o amava
muitíssimo.
O mais interessante, arrumou um emprego de
professor numa escola para filhos de imigrantes ali perto, se realizava com
isso, ensinando aos que não tinham muitas oportunidades, como ele não tinha
tido.
Quando todos se reuniam, primeiro tinham
uma secção de surf, depois então, iam falar do que gostavam.
Ele as vezes nos dias com ondas mais
fortes, ficava sentado na praia com um caderno, desenhando ou como dizia,
fazendo as probabilidades das ondas.
Mas claro, como dizia o Franco, amigo, essas
são elementos da natureza.
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